Trump teria pedido fim de inquérito do 'Russiagate'

NOVA YORK, 16 MAI (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria pedido ao então diretor do FBI, James Comey, para arquivar sua investigação contra Michael Flynn, conselheiro para segurança nacional derrubado por supostas ligações com a Rússia.   

Segundo o jornal "The New York Times", a cobrança ocorreu em fevereiro e foi feita pessoalmente, em uma reunião no Salão Oval da Casa Branca. O diário publicou um memorando escrito por Comey pouco depois do pedido, indicando uma possível interferência do republicano nas investigações do Departamento de Justiça sobre o chamado "Russiagate".   

Comey foi demitido há exata uma semana, sob a justificativa de que Trump havia perdido a confiança nele por conta de sua condução do inquérito contra a democrata Hillary Clinton sobre o uso de servidores de email privados para enviar mensagens oficiais, caso encerrado no fim do ano passado.   

A mudança no comando do FBI aconteceu no auge da investigação sobre a suposta interferência russa na eleição presidencial de 2016 e sobre possíveis ligações entre membros da campanha do republicano e o Kremlin.   

De acordo com a imprensa norte-americana, Comey estava perto de pedir o indiciamento de diversos suspeitos. Um dos principais investigados é Flynn, que teve de deixar o cargo de conselheiro para segurança nacional após a revelação de que tinha ocultado contatos telefônicos com a diplomacia da Rússia em dezembro.   

Em seu breve período como procuradora-geral dos Estados Unidos, Sally Yates, demitida por Trump, garantiu ter alertado a Casa Branca sobre o risco de Flynn ser chantageado por Moscou. Em resposta à reportagem do "NYT", o governo garantiu que o presidente respeita as agências oficiais e que ele "nunca pediu a Comey ou a outros que interrompessem o inquérito contra Flynn".   

A crise é a mais grave enfrentada por Trump em menos de quatro meses de mandato e vem reduzindo seu apoio até dentro do Partido Republicano, onde alguns expoentes, como o senador John McCain, protestaram abertamente contra a demissão de Comey. (ANSA)
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