Trump nomeia procurador especial para inquérito sobre Rússia

NOVA YORK, 18 MAI (ANSA) - O governo de Donald Trump, através do Departamento de Justiça, nomeou o ex-diretor do FBI Robert Mueller, 72 anos, como um "procurador especial" para investigar o suposto envolvimento do governo republicano com a Rússia.   

Mueller terá ampla liberdade para investigar desde a denúncia de interferência de hackers do governo russo durante as eleições presidenciais até a ligação de membros da administração Trump com expoentes do governo de Vladimir Putin.   

O "super comissário" tem ampla admiração dentro do Bureau, que guiou por 12 anos, e também conta com grande apoio tanto de políticos democratas como republicanos. O investigador foi nomeado em 2001, pelo presidente George W. Bush, e deixou o posto em 2013.   

Mueller assume o posto após o governo Trump ceder à cada vez maior pressão da mídia e da população sobre as ligações entre seus aliados e os russos e, especialmente, após a inesperada demissão do diretor do FBI, James Comey, e da revelação de um memorando de Comey dizendo que o presidente pediu o fim da investigação contra o assessor Michael Flynn.   

O então conselheiro para a Segurança Nacional renunciou ao cargo após ter mentido para o vice-presidente, Mike Pence, sobre as informações que repassou ao embaixador russo nos EUA, Serghei Kisliak, antes de assumir seu cargo no governo.   

Após o anúncio da nomeação de Mueller, Trump se manifestou em nota oficial.   

"As investigações mostrarão que não há nenhum conluio entre a minha campanha e alguma entidade estrangeira. Espero que essa questão se feche rapidamente. Durante esse tempo, não desistirei jamais de combater pelas pessoas e pelas questões que mais importam para o futuro do país", disse o mandatário.   

Mesmo sofrendo pressão desde que foi eleito, em novembro do ano passado, por conta das supostas ligações entre sua campanha e a Rússia, Trump vive o momento mais delicado no cargo. As revelações de que teria pedido para Comey encerrar a investigação contra Flynn causaram muitas críticas, tanto de republicanos como de democratas, e rumores sobre um possível impeachment começaram a ganhar força nos EUA. (ANSA)
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