Trump pede ajuda a muçulmanos para combater extremismo islâmico

WASHINGTON, 21 MAI (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um apelo aos líderes muçulmanos para que lutem contra o "extremismo islamista", em um discurso neste domingo (21) em Riad, na Arábia Saudita, sobre o Islã durante sua primeira viagem oficial ao país.   

No segundo dia da visita, o republicano insistiu na necessidade de que os países do Oriente Médio e do Golfo tenham um papel mais ativo contra o terrorismo. Em um trecho do discurso divulgado pela Casa Branca, o chefe de Estado norte-americano afirmou que "esta não é uma luta entre diferentes credos, seitas ou civilização", mas sim uma "luta entre criminosos bárbaros tentando anular a vida humana e as pessoas de todas as religiões que buscam protegê-la. É uma luta entre o bem e o mal ", informou.   

Trump ainda destacou que boa parte das vítimas de ataques terrorista são "pessoas inocentes das nações árabes, muçulmanas e do Oriente Médio".   

Além disso, o mandatário afirmou que o terrorismo não deve ser medido pelo número de mortos, mas pela quantidade de "sonhos desaparecidos".   

Nós devemos "permanecer unidos contra a matança de muçulmanos inocentes, a opressão das mulheres, a perseguição dos judeus e o massacre de cristãos líderes religiosos", acrescentou Trump.   

Segundo ele, "nenhuma barbárie trará qualquer glória. Se você escolher o caminho do terror, sua vida será vazia, sua vida será breve e sua alma será condenada".   

Em pronunciamento, diante de 30 líderes muçulmanos na capital saudita, Trump ressaltou que "não estamos aqui para dar uma palestra, não estamos aqui para dizer a outras pessoas como viver, o que fazer, quem ser ou como adorar. Em vez disso, estamos aqui para oferecer parceria, baseada em interesses e valores compartilhados, para buscar um futuro melhor para todos nós".   

O magnata ainda pediu o combate agressivo aos extremistas ressaltando que devem ser expulsos de seus lugares de culto e de suas comunidades.   

Neste domingo, o presidente norte-americano também se reuniu com o presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi, e anunciou que em breve visitará o pais. Alem disso, Trump participou de um encontro com os líderes dos seis países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG): Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã e Catar.   

No ultimo sábado (20), Trump anunciou grandes contratos, que superam US$ 380 bilhões, incluindo US$ 110 bilhões para a venda de armas aos sauditas com o objetivo de fazer frente às "ameaças" do Irã.   

A visita em Riad antecede a viagem que vai terminar na Europa.   

Nesta segunda-feira (22), o republicano seguirá para Israel e depois para o Vaticano, onde vai se reunir com o papa Francisco.   

Logo após viaja para Taormina, na região da Sicília, cidade que sediará a cúpula do G7. (ANSA)
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