Taormina, na Itália, se blinda para receber líderes do G7

TAORMINA, 22 MAI (ANSA) - A cidade italiana de Taormina terá um mega esquema de segurança especial para receber alguns dos líderes políticos mais importantes do mundo entre os dias 26 e 27 de maio na reunião de cúpula do G7.   

Com um plano que envolve a atuação por terra, por mar e pelo ar, os italianos destacaram sete mil agentes da Polícia, da Arma dos Carabinieros, da Guarda das Finanças e das Forças Armadas. Além disso, outros 2,9 mil militares estão escalados para agir na cidade em caso de necessidade.   

Apesar de não ter nenhum alerta de segurança específico para o evento, a Itália não quer ter "surpresas" desagradáveis durante o evento. Até por conta disso, desde o dia 10 de maio, o Acordo de Schengen para a livre circulação de estrangeiros foi suspenso, com um reforço nos controles das fronteiras, e há uma operação para evitar que imigrantes resgatados no Mar Mediterrâneo sejam levados para a Sicília. A ideia é não comprometer agentes para a segurança em outras operações massivas durante a cúpula.   

A partir dessa segunda-feira (22), começam a ser instituídas em Taormina as "áreas de segurança", que restringem os acessos a pé ou com veículos de pessoas não cadastradas pela organização do G7 ou pelas autoridades municipais. As zonas restritas aumentam conforme chega a data do evento e, a partir do dia 25, praticamente toda a cidade terá restrição na circulação de pessoas e veículos.   

Também a partir do dia 25, apenas pedestres já cadastrados poderão chegar às ruas próximas à sede da reunião. Durante os dias 22 e 27 será proibido estacionar por diversas ruas da cidade, sendo que a Prefeitura criará "zonas idôneas" onde os moradores poderão estacionar seus carros.   

Confira algumas das principais partes do plano de segurança do governo italiano: - Plano antiterrorismo: Entre as repartições de segurança especiais destacadas para o G7, estarão presente as Equipes Operativas de Apoio (SOS, na sigla em italiano), unidades especiais antiterrorismo do Comando Geral da Arma dos Carabinieros. São agentes especialmente treinados para "situações particulares", que envolvem ações de vários tipos ligadas a grupos terroristas.   

Além do treinamento especial, as SOS têm equipamentos de última geração para combater em momentos de tensão. A ideia é que esses militares altamente treinados sirvam como um "escudo" de primeira resposta contra atos terroristas e que sejam "configurados" conforme a necessidade.   

Entre os principais focos de atuação estão o combate imediato a ações armadas, em disparos com armas de fogo contra um grande número de pessoas e a atuação contra atos isolados de cidadãos comuns ou expoentes de grupos extremistas.   

- Limitações pelo mar: A Capitania dos Portos emitiu um ordem proibindo a circulação de qualquer tipo de embarcação em três grandes áreas próximas aos locais sensíveis dos eventos em Taormina.   

A "zona de segurança máxima" tem uma área de cinco milhas náuticas de extensão longitudinal (quase 10 quilômetros) e uma profundidade de duas milhas náuticas (quase 4km). A segunda área tem 10 milhas náuticas (cerca de 19km) e uma profundidade de quatro milhas náuticas (cerca de 8km). Já a última área tem 23 milhas náuticas (cerca de 42,5km) e uma profundidade de pouco mais de 20,3km que atinge todo o centro de Taormina.   

- Porto de Giardino Naxos: Além de controlar as áreas marítimas, o porto de Giardino Naxos será utilizado como base logística para dar apoio às operações navais especiais.   

Desde o sábado (20), o local já não pode ser mais usado para atividades relacionadas à pesca e aos passeios turísticos de barco pela região. A partir de hoje, o porto também não autoriza mais a passagem de embarcações comerciais.   

- Protestos: Como sempre ocorre em eventos do tipo, a organização trabalha com a questão dos protestos anti-G7. O maior deles está programado para o dia 27, à tarde, no Giardini-Naxus.   

Pessoas de diversas partes da Itália já anunciaram que irão se juntar ao evento na cidade italiana. No entanto, organizadores afirmam que houve diversa "prisões preventivas" de militantes do movimento.   

As autoridades não estão esperando uma grande presença de manifestantes de outros países, já que haverá uma mobilização em massa para a reunião do G20, que ocorre entre os dias 7 e 8 de julho em Hamburgo, na Alemanha. (ANSA)
Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.


Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos