Orçamento de Trump faz cortes drásticos em programas sociais

WASHINGTON, 23 MAI (ANSA) - O Orçamento para 2018 dos Estados Unidos, que será apresentado pelo governo de Donald Trump, prevê cortes drásticos em programas de ajuda aos mais pobres e um aumento nos gastos com despesas militares, revelou a imprensa do país na noite desta segunda-feira (22). O documento deverá ser apresentado hoje (23) ao Congresso.   

Com estimativa de US$ 4,1 trilhões estimados para o ano de 2018, o planejamento inclui um aumento de 10% nos gastos militares, que atingiriam US$ 2,6 bilhões, e o valor inicial para construir um muro na fronteira com o México, que chega a US$ 1,6 bilhão.   

Já o texto prevê cortes nos valores repassados para programas de saúde e educação para os mais pobres, destacando uma forte redução fiscal e com estimativa de levar o crescimento da economia em 3% - mesmo que os dados do mercado mostrem uma estimativa bem menor.   

Batizado de "Um novo fundamento para a grandiosidade norte-americana", o texto prevê um Orçamento que poderá ser mantido pelos próximos 10 anos.   

De acordo com o documento, Trump pediu cortes de mais de US$ 800 milhões para o Medicaid, um programa social que ajuda a custear despesas de saúde para as pessoas de baixa e baixíssima renda, de mais de US$ 192 milhões em programas assistenciais para nutrição e outros US$ 272 milhões para todos os programas de Estado voltado aos mais necessitados.   

Além disso, prevê o corte de US$ 72 milhões no plano de ajuda às pessoas portadoras de deficiência, que ajudam cerca de cinco milhões de norte-americanos.   

O Orçamento prevê a eliminação de programas de empréstimo que ajudam os estudantes a custear a educação nas universidades e a proibição para que imigrantes usem créditos de retorno de impostos para seus filhos nascidos nos Estados Unidos.   

No entanto, o texto prevê a inclusão de um novo gasto, de US$ 19 milhões, para um novo programa idealizado por sua filha, Ivanka Trump, que garante seis semanas de auxílio-maternidade obrigatório para os pais. Nos EUA, não há legislação para mães e pais que tem filhos.   

No entanto, apesar de ter maioria republicana, o debate do Orçamento no Congresso dos EUA promete ser intenso, já que muitos membros do partido de Trump não apoiam um corte tão drástico em programas sociais e são avessos à ideia da construção do muro na fronteira com o México - que é estimado em mais de US$ 20 bilhões. (ANSA)
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