Líderes da UE falam em 'progresso' com Trump após reunião

BRUXELAS, 25 MAI (ANSA) - O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, se reuniu nesta quinta-feira (25) com o mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que "houve progressos" na relação diplomática entre a União Europeia e Washington.   

No encontro a portas fechadas, que durou cerca de 45 minutos, também participou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.   

"Fizemos progressos, sobretudo sobre o antiterrorismo, mas outras questões continuam abertas, como nos casos do comércio e do clima", disse Tusk em uma rápida declaração à imprensa em Bruxelas. Os dois pontos são considerados os mais difíceis de negociar, dada a postura protecionista e contrária às mudanças climáticas do republicano.   

Questionado sobre a relação com a Rússia e sobre se os EUA continuarão com as sanções econômicas contra o país, Tusk ressaltou que não está "100% seguro que temos uma postura comum sobre a Rússia, mesmo se temos a mesma linha sobre o conflito na Ucrânia".   

"A minha mensagem para Trump foi lhe falar que há a nossa cooperação e amizade tem como o significado profundo dos valores fundamentais do Ocidente como a liberdade, os direitos humanos, o respeito da dignidade humana. A nossa maior missão hoje é o consolidamento do mundo livre ao redor desses valores e não apenas sobre interesses", disse ainda.   

De acordo com fontes diplomáticas, além dos temas divulgados por Tusk, a agenda de debates também envolveu a questão da saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado "Brexit". Apesar de sempre ter defendido publicamente a separação dos britânicos, Trump teria revelado preocupação com a perda de emprego de norte-americanos após o processo do Brexit ser finalizado.   

Após a reunião a portas fechadas, os três líderes se uniram em uma reunião mais ampla, que contou com a alta representante europeia para a Política Externa, Federica Mogherini, o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, o secretário da Defesa, James Mattis, e o conselheiro para a Segurança Nacional, H.R. McMaster.   

Após essa segunda reunião, Tajani destacou que "foi um encontro positivo que dilui as preocupações que haviam na Europa de que Trump queria ficar longe de nós". "Não é o Trump da campanha eleitoral que vimos aqui hoje", afirmou Tajani à ANSA.   

Durante todo o período eleitoral, Trump fez duras críticas aos europeus tanto na economia como nas questões ligadas à crise migratória que atinge o continente há, no mínimo, três anos.   

Depois de se reunir com os líderes da UE, o republicano fará sua "estreia" na reunião dos chefes de Estado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). (ANSA)
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