Trump estreia na OTAN com cobranças financeiras a membros

ROMA, 25 MAI (ANSA) - Em seu primeiro pronunciamento ao lado dos chefes de Estado e governo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cobrou uma maior contribuição financeira dos membros da aliança nesta quinta-feira (25).   

"Fui muito direto com os membros da OTAN. Finalmente, eles tem que contribuir de maneira justa com a cota justa respeitando as obrigações financeiras. Mas, 23 dos 28 membros ainda não pagam aquilo que deveria pagar. Isso não é justo para o povo e para os contribuintes dos Estados Unidos", afirmou o mandatário em seu discurso.   

O magnata ainda afirmou que "se todos os países versassem 2% de seu PIB nacional como contribuição à OTAN, teríamos US$ 119 bilhões a mais para gastar com nossa defesa".   

A cobrança pública dos líderes veio após o mandatário pedir um minuto de silêncio pelas 22 vítimas do atentado terrorista ocorrido em Manchester na última segunda-feira (22). Após o silêncio, ele afirmou à premier britânica, Theresa May, que "todos estamos chorando com ela e estão ao seu lado".   

"O terrorismo deve ser parado em todos os seus caminhos ou o horror que vocês viram em Manchester, e em muitos outros lugares, continuará para sempre", afirmou.   

Em uma crítica indireta à política da União Europeia de acolher imigrantes, Trump ainda disse que "milhares e milhares de pessoas vão para diversos países e se espalham e, em muitos coisas, nós não temos ideias de quem eles são.   

"Nós devemos ser duros, nós devemos ser fortes e nós devemos ser vigilantes", acrescentou.   

Após o discurso, que ocorre em um novo memorial em Bruxelas que conta com um pedaço de metal das Torres Gêmeas, destruídas em um ataque terrorista em 2001, os líderes se reuniram em sessão extraordinária na sede da OTAN.   

Essa é a primeira vez que o magnata se encontra com todos os membros da entidade, que já chegou a ser chamada de "obsoleta" por ele.   

- Vazamento de informações: Ainda em Bruxelas, Trump emitiu uma nota em que condena o vazamento de notícias da Inteligência norte-americana durante as investigações sobre o atentado em Manchester. As constantes notícias na mídia norte-americana irritaram o governo britânico e May afirmou que iria pedir para que Trump não permitisse que essas informações vazassem.   

"Se necessário, os culpados pelo vazamento de informações devem ser condenados com o máximo da pena", emitiu a Casa Branca em nota assinada pelo presidente. A administração ainda se comprometeu a "investigar até o fim" o constante vazamento de dados. (ANSA)
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