Merkel e Keqiang defendem acordo comercial entre UE e China

BERLIM, 1 JUN (ANSA) - A chanceler alemã, Angela Merkel, se reuniu com o premier chinês, Li Keqiang, nesta quinta-feira (1) e defendeu o livre comércio e o Acordo de Paris sobre o Clima em coletiva de imprensa após o encontro bilateral.   

"Alemanha e China se reconhecem no livre comércio e estamos de acordo sobre o fato de respeitar as regras da Organização Mundial do Comércio", disse a chanceler destacando que durante esse período de "incertezas globais" seu país que "ampliar a parceria com a China".   

"Nós estamos vivendo em um tempo de incertezas globais e vemos que nós temos a responsabilidade de expandir nossa parceria em diferentes áreas. E precisamos empurrar o mundo a viver baseado nessa ordem", afirmou a líder alemã.   

Apesar de não ser citado, as falas de Merkel e de Keqiang foram uma clara mensagem ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Defensor do protecionismo econômico e ameaçando retirar sua nação do Acordo de Paris, que foi assinado por outros 194 países, Trump não deixou uma boa impressão com os líderes europeus após uma série de reuniões com chefes de Estado.   

Por sua vez, Keqiang afirmou que "chegou o tempo" de seu país firmar um acordo de livre comércio não só com os alemães, mas com toda a União Europeia. Na agenda, além da reunião com Merkel, uma enorme comitiva do governo chinês se reunirá com os principais líderes do bloco econômico entre esta quinta e sexta-feira (2).   

Segundo o premier, a "aceleração" para fechar esse acordo está no "interesse de ambos".   

Já sobre o Acordo de Paris, Keqiang ressaltou que "a China assume as suas responsabilidades internacionais na proteção do clima e para um crescimento sustentável". Atualmente, o país é o maior emissor de poluentes do mundo, mas promete se empenhar e investir em energias renováveis.   

Antes mesmo do encontro, o governo chinês emitiu uma nota reforçando seu compromisso com o acordo do clima e afirmou que o aquecimento global é "um consenso" internacional e "não uma invenção da China", como acusou por diversas vezes Trump. "A China tem promovido ativamente o Acordo de Paris e foi um dos primeiros a ratificá-lo", escreveu em nota o governo. (ANSA)
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