Ministra italiana é ameaçada por defender vacinas

BERGAMO, 01 JUN (ANSA) - A ministra da Saúde da Itália, Beatrice Lorenzin, vem sendo alvo de ameaças e intimidações por conta de um projeto promovido por ela para reintroduzir a obrigatoriedade da vacinação em crianças com idade escolar.   

Nesta quinta-feira (1º), duas pequenas cartas-bomba e folhetos contra Lorenzin foram encontrados em frente a dois postos de saúde da província de Bergamo, no norte do país. Os panfletos mostravam a ministra com uma seringa na mão, à frente de várias pessoas com máscaras de caveira.   

"Você quis arrombar as portas de nossas casas. Nós vigiaremos as suas. O fogo das fogueiras inflama, enquanto nossa chama ilumina a verdade. Pelo progresso científico contra a ditadura médica, pela liberdade de escolha na vacinação", diz o texto colocado nos folhetos.   

O projeto de Lorenzin, já aprovado pelo Conselho dos Ministros da Itália, prevê que crianças de zero a seis anos que não tenham tomado todas as vacinas previstas pelo Ministério da Saúde sejam impedidas de entrar na escola.   

A medida surgiu devido às quedas nos índices de vacinação na península, uma realidade que atinge vários países da Europa e já provocou um surto de sarampo em algumas regiões italianas no início deste ano.   

As intimidações desta quinta foram reivindicadas pelo grupo Manipolo d'Avanguardia Bergamo, formação de extrema direita que já havia organizado protestos contra as vacinas. As cartas-bomba eram de pequeno porte e já estavam detonadas quando foram encontradas. Ninguém ficou ferido. (ANSA)
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