Saída dos EUA do Acordo de Paris pode se confirmar só em 2020

SÃO PAULO, 01 JUN (ANSA) - A retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o clima, anunciada nesta quinta-feira (1º), era uma das principais promessas de campanha de Donald Trump, mas deve se concretizar somente depois das próximas eleições presidenciais no país, em 2020.   

Segundo o artigo 28 do tratado, um país signatário pode notificar as Nações Unidas sobre a intenção de abandonar o acordo apenas após três anos de sua entrada em vigor. Apesar de ter sido assinado em dezembro de 2015, o Acordo de Paris só passou a valer em 4 de novembro de 2016, ou seja, Trump terá de esperar até o mesmo dia de 2019 para comunicar a retirada.   

A partir da notificação, a saída só terá efeito depois de 12 meses. Sendo assim, os EUA conseguirão sair de fato do tratado somente em 4 de novembro de 2020, um dia depois das próximas eleições presidenciais no país.   

Outra possibilidade - mais drástica - seria Trump simplesmente sair da Convenção das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, o que exigiria uma espera de somente um ano, mas os EUA se tornariam a única nação do planeta a não fazer parte do órgão.   

O presidente já anunciou nesta quinta-feira que cortará imediatamente as contribuições para o Fundo Verde do Clima (GCF, na sigla em inglês), que é subordinado à Convenção e o principal instrumento para apoiar nações em desenvolvimento no combate ao aquecimento global.   

Independentemente do tempo que demore, Trump deve ignorar os termos do Acordo de Paris mesmo enquanto os EUA continuarem como signatários, já que o pacto não prevê punições para países que não o respeitarem. (ANSA)
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