Itália registra mais de 2,5 mil casos de sarampo em 2017

ROMA, 2 JUN (ANSA) - A crise de sarampo continua na Itália.   

Desde o começo do ano, o país já registrou 2719 casos da doença, um grande e espantoso crescimento se for considerado que no dia 30 de abril, há cerca de um mês, os casos eram 1929.   

De primeiro de janeiro a 28 de maio de 2017, aliás, quase todas as regiões nacionais tiveram casos da patologia, mas apenas sete delas registraram 91% deste número. Foram elas Piemonte, Lazio, Lombardia, Toscana, Abruzzo, Vêneto e Sicília.   

Sobre a epidemia, em 89% dos casos, os doentes não haviam sido vacinados e em 6% deles os pacientes só receberam uma dose da vacina. Além disso, 35% das pessoas infectadas pela doença sofreram ao menos uma complicação e outros 40% se recuperaram sem problemas. Segundo o boletim semanal do Instituto Superior de Saúde sobre o sarampo, do qual foram retirados os dados, a maior parte dos casos da doença, 73% mais especificamente, foi registrada em pessoas com mais de 15 anos de idade, sendo que 220 deles aconteceram entre funcionários da saúde. Já o número de crianças de menos de um ano que contraíram a patologia desde o começo do ano no país é de 163. Com as informações divulgadas, a ministra da Saúde da Itália, Beatrice Lorenzin, voltou a falar sobre o projeto de reintroduzir a obrigatoriedade da vacinação de crianças em idade escolar. Segundo a ministra, o decreto "já está no Quirinale [sede da Presidência do país] e chega na terça-feira [6], quando também acontecerá uma apresentação técnico-científica para dar as instruções às famílias e às instituições" sobre como funcionarão as novidades, ainda mais neste período de transição. Durante uma coletiva de imprensa no Festival de Economia de Trento, que contou com uma manifestação do lado de fora do edifício de pessoas contrárias à medida, Lorenzin ressaltou que o tema da vacinação "está vencendo a falta de cultura". Mesmo com a desaprovação de parte da população italiana, o projeto de lei da ministra vem sido apoiado por várias organizações e entidades especializadas no assunto. "A OMS [Organização Mundial da Saúde] aprova as recentes iniciativas italianas da ministra Lorenzin e estamos prontos para apoiá-la no seu trabalho e felizes de conhecer o novo plano de vacinas 2017 -2019 que identifica a erradicação do sarampo e da rubéola como um objetivo político do país", afirmou à ANSA a diretora da entidade para a Europa, Suzanna Jakab. (ANSA)
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