UE e China desistem de fazer declaração final após reunião

BRUXELAS, 2 JUN (ANSA) - Os líderes da União Europeia e os representantes do governo chinês não farão uma declaração final comum após se reunirem nesta sexta-feira (2) em Bruxelas, informam fontes do Conselho Europeu.   

O texto, que incluiria as diretrizes comuns sobre o Acordo de Paris sobre o Clima, não teve "consenso sobre a questão que atinge a China e muda o status para economia de mercado". Por causa disso, a defesa sobre as questões climáticas, que foram amplamente acertadas, também não foi divulgada.   

No entanto, apesar da falta de acordo, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, destacou que esse foi "o mais promissor encontro entre União Europeia e China da nossa história".   

Para Tusk, o "resultado político mais importante é aquilo que o premier Li Keqiang falou ontem em nosso jantar informal: que devemos combater por aquilo que temos em comum, não só por nossas diferenças e divisões".   

O líder do Conselho ainda ressaltou que a reunião trouxe um "resultado absolutamente claro: nós encontramos o ponto em comum, mas é preciso mais tempo para sermos mais precisos sobre diversos aspectos".   

Por sua vez, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, foi mais detalhista sobre os problemas que ocorreram para emitir a decisão final.   

"Estamos felizes de fechar um acordo com a China sobre o clima, mas no encontro nós discutimos problemas mais controversos. A super capacidade na produção de aço e a implementação do artigo 15 do protocolo de adesão da China na Organização Mundial do Comércio", ressaltou Juncker. O artigo refere-se a falta de reconhecimento do status de economia de mercado de Pequim.   

De acordo com o líder da Comissão, as "distâncias diminuíram" sobre esse tema, mas "elas ainda existem".   

Li Keqiang, por sua vez, cobrou que a União Europeia implemente as regras da OMC. "A UE precisa respeitar as obrigações do artigo 15 do protocolo de acesso da China. Isso mandaria um sinal que ambos seguimos as regras internacionais e apoiamos o multilateralismo", acrescentou o premier chinês. (ANSA)
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