Polícia de Londres prende mais de 10 após ataque terrorista

LONDRES, 04 JUN (ANSA) - A Polícia Metropolitana de Londres prendeu neste domingo (4) 12 pessoas suspeitas de envolvimento com o ataque terrorista do último sábado (3), que deixou sete mortos e 48 feridos.   

As detenções ocorreram no subúrbio de Barking, a 15 quilômetros de distância da London Bridge e do Borough Market, palcos do atentado. A Scotland Yard também fez uma operação de busca no apartamento onde vivia um dos terroristas, também em Barking.   

"É um momento difícil, entendo que o povo sinta medo. Gostaria que os londrinos e os turistas permanecessem calmos, vigilantes e atentos", disse a comandante da corporação, Cressida Dick, em uma coletiva de imprensa neste domingo.   

O ataque começou às 22h08, quando uma van branca atropelou pedestres na London Bridge. Em seguida, o carro se dirigiu para o Borough Market, a 500 metros de distância, onde os suspeitos desceram do veículo.   

Nesse momento, algumas pessoas foram esfaqueadas, incluindo um agente da Polícia fora de serviço, que não corre risco de morrer. Os agressores foram abatidos rapidamente - da primeira chamada para as autoridades até a morte deles transcorreram apenas oito minutos.   

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, anunciou que um cidadão do país está entre as sete vítimas do atentado. Dos 48 feridos, 36 continuam internados, e 21 estão em estado grave.   

"Na noite passada, nosso país foi vítima de um brutal ataque terrorista. A Polícia respondeu com grande coragem e um grande espírito, os agressores foram mortos depois de oito minutos do início do ataque", declarou neste domingo a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May.   

Esse foi o terceiro atentado em solo britânico em menos de três meses: os outros foram o atropelamento na ponte de Westminster, em Londres, com cinco mortos, no dia 22 de março, e a explosão em uma casa de shows em Manchester, em 22 de maio, com 22 vítimas. Todos ocorreram sob o governo de May.   

"Os ataques não estão correlacionados, mas estamos frente a uma nova tendência: terrorismo atrai terrorismo, e os agressores se inspiram em outros agressores", acrescentou a premier, que prometeu uma resposta dura ao extremismo islâmico. "Quando chega, chega. As coisas devem mudar", disse.   

Ainda não se sabe a autoria da ação deste sábado, mas sua dinâmica lembra os recentes ataques com caminhões em Nice (França), Berlim (Alemanha), Estocolmo (Suécia) e na própria ponte de Westminster, todos reivindicados pelo Estado Islâmico (EI).   

Eleições - O atentado ocorreu a menos de uma semana das eleições gerais de 8 de junho, quando os britânicos escolherão seu próximo primeiro-ministro, e em um momento particularmente delicado para May, que vinha caindo nas pesquisas.   

Nas redes sociais, uma campanha com a hashtag #postponetheelection ("adiem as eleições") pede a mudança da data do pleito, ideia já descartada pelo governo. Os principais partidos suspenderam a campanha neste domingo, mas devem retomá-la na segunda-feira (5).   

Em junho de 2016, o Reino Unido já havia sido alvo de um ataque às vésperas de uma votação, a do plebiscito sobre a permanência do país na União Europeia. Na ocasião, a deputada europeísta Jo Cox foi assassinada por um militante de extrema direita. (ANSA)
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