Com críticas a Trump, países celebram Dia do Meio Ambiente

ROMA, 5 JUN (ANSA) - O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado hoje (5), será marcado por diversas iniciativas que incentivam a preservação da natureza. Para demonstrarem apoio à ação, muitas cidades de vários países irão iluminar de verde seus monumentos mais famosos, como é o caso do Empire State Building, em Nova York, do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro e do Burj Khalifa, em Dubai.   

Eventos e campanhas também serão realizados no mundo todo para promover a preservação do meio ambiente. A Organização das Nações Unidas (ONU), por exemplo, está promovendo um multirão nas redes sociais e pede para que usuários tirem fotos da natureza e as compartilhem usando a hashtag #EstouComANAtureza e #DiaMundialDoMeioAmbiente. O melhor fotógrafo será premiado com uma viagem a Brasília e um passeio em um dos parque nacionais da cidade.   

Neste ano, o Canadá será o responsável pela recepção do evento principal do dia, mas em vários países acontecerão diversas ações, que vão desde limpeza de praias até excursões guiadas pela natureza. "A responsabilidade comum com a humanidade garante que a exploração de recursos não exceda a capacidade de reprodução e distribuição de mercadorias por meio da justiça", afirmou o presidente da Itália, Sérgio Mattarella. "É uma tarefa difícil, mas absolutamente necessária", acrescentou.   

O chefe de Estado também fez comentários com relação ao Acordo de Paris, que impõe metas de emissão de poluentes. "O Acordo de Paris, sobre as mudanças climáticas, é um importante passo à frente e agora o conteúdo dele será implementado. Nosso país receberá daqui alguns dias o G7 do Ambiente, e se empenhará para aumentar o compartilhamento", finalizou o presidente. - Saída dos EUA do acordo: A saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump há menos de uma semana, não poderia passar em branco no Dia Mundial do Meio Ambiente. Em entrevista ao "Huffington Post", o ministro de Políticas Agrícolas da Itália, Maurizio Martina, criticou o posicionamento do magnata com relação ao acordo. "A escolha de Trump não é apenas irresponsável, mas também inaceitável. Negar a mudança climática, sair unilateralemnte de um pacto assinado por 195 países, significa colocar os Estados Unidos em uma posição de isolamento", afirmou.   

"Se trata de uma visão míope, ligada a um modelo econômico e industrial que rejeita a inovação, e 'rejeita o futuro', como disse Barack Obama", finalizou. (ANSA)
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