Chanceler critica projeto para nova lei eleitoral italiana

ROMA, 6 JUN (ANSA) - O ministro das Relações Exteriores da Itália, Angelino Alfano, voltou a mostrar sua insatisfação com os debates sobre a nova lei eleitoral do país e afirmou nesta terça-feira (6) que a medida, aprovada por uma comissão da Câmara dos Deputados é "inconstitucional".   

O líder da Alternativa Popular (AP), que faz parte da base do governo do Partido Democrático (PD), informou em uma coletiva de imprensa na sede do partido, que mostrará na Câmara uma medida que apresenta a "questão de prejudicial de inconstitucionalidade do novo projeto".   

De acordo com Alfano, a sigla entrará com um pedido que deve demorar entre "90 e 120 dias" até a aprovação definitiva da nova lei. "Se o PD rejeitar essa nossa proposta terá confessado que quer antecipar as eleições. Inútil girar nisso", ironizou Alfano.   

A nova lei eleitoral foi aprovada nesta segunda-feira (5) pela Comissão de Assuntos Constitucionais e foi apresentada hoje no plenário da Câmara. O texto é fruto de um acordo entre as maiores siglas italianas: PD, de centro-esquerda, Movimento Cinco Estrelas (M5S), antissistema, e Força Itália, de direita.   

O documento ainda teve apoio do partido de extrema-direita Liga Norte e contou, segundo o relator Emanuele Fiano, com alterações propostas por partidos menores.   

No entanto, desde que começou a ser "negociado" pelos líderes dos grandes partidos, Alfano e Matteo Renzi, secretário-geral do PD, não chegaram a um acordo, especialmente, no que tange aos 5% da cláusula de barreira.   

Apesar de ser importante para a base governista na Câmara, o temor é que a AP não atinja o mínimo de votos para poder compor o Parlamento. Alfano chegou até a comentar que deixaria o governo, em fato que acabou não acontecendo.   

A nova lei eleitoral italiana tem como base o "modelo alemão" nas eleições, com algumas modificações para se adequar à Constituição do país. Os debates sobre o projeto começam hoje e, a votação final, deve ocorrer na primeira quinzena de julho.   

Atualmente, a Itália tem duas leis eleitorais distintas: uma para a Câmara, um sistema proporcional com prêmio de maioria, e outra para o Senado, o proporcional puro.   

Isso aconteceu por conta do referendo proposto pelo então premier Renzi ter sido derrotado em dezembro do ano passado. A princípio, as eleições no país estão marcadas para 2018. (ANSA)
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