Kremlin nega ação de hackers russos nas eleições dos EUA

WASHINGTON, 6 JUN (ANSA) - O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, negou as novas acusações da imprensa norte-americana de que, segundo um documento secreto da Agência Nacional de Segurança (NSA), hackers da inteligência militar russa tentaram invadir o sistema eleitoral dos Estados Unidos antes das eleições presidenciais de 2016, informou nesta terça-feira (6) a agência "Tass".   

De acordo com Peskov, "estas afirmações não correspondem à realidade". "Desmentimos de maneira veemente qualquer possibilidade de que isto possa ter acontecido", afirmou "Não ouvimos nenhum argumento que confirme a autenticidade das informações", ressaltou o porta-voz.   

Segundo o site de notícias "The Intercept", com base em um documento secreto da NSA, hackers russos atacaram durante vários meses empresas privadas que ofereciam serviços de inscrição eleitoral às autoridades locais. O documento é datado de 5 de maio e informa que as tentativas de invasão prosseguiram até quase 8 de novembro, dia da eleição. No entanto, o arquivo não esclarece se os ataques realmente tiveram algum efeito no resultado da disputa presidencial.   

Durante a ação, os hackers chegaram a enviar e-mails de pishing para mais de 100 funcionários eleitorais. Recentemente, o governo de Donald Trump, nomeou o ex-diretor do FBI Robert Mueller como um "procurador especial" para investigar o suposto envolvimento do republicano com a Rússia. (ANSA)
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