'Queria que ele parasse', diz vítima em julgamento de Cosby

SÃO PAULO, 6 JUN (ANSA) - No segundo dia de um dos julgamentos mais aguardados da década nos Estados Unidos, o contra o astro da televisão norte-americana Bill Cosby, a canadense Andrea Constand prestou seu depoimento e afirmou efusivamente que foi drogada e violentada pelo comediante em 2004. A mulher, que na época era a diretora de operações da equipe de basquete da Universidade de Temple, cujo conselho administrativo era integrado por Cosby, afirmou que o apresentador ofereceu "três pílulas azuis" que a ajudariam a "relaxar". "Eu perguntei: 'O que são elas? Elas são naturais? Elas são herbais?', e ele acenou com a cabeça e disse 'Sim, engula'", contou Constand, de 44 anos, ao júri, que a escutou por quase uma hora.   

A canadense continuou dizendo que começou a ver tudo dobrado e que, um tempo depois, suas pernas ficaram moles, impossibilitando-a de levantar ou fazer qualquer outro movimento. "Minhas pernas não estavam fortes e eu comecei a entrar um pouco em pânico... Mas eu sabia que eu não conseguia mesmo me levantar e ir a qualquer lugar ao mesmo tempo porque as minhas pernas eram borracha", explicou a mulher. Perguntada se ela conseguia se esquivar dos avanços do comediante, Constand disse que não, que não era capaz. "Na minha cabeça eu estava tentando mover minhas mãos ou as minhas pernas, mas eu estava congelada, essas mensagens [mentais] não chegavam [aos meus membros] e eu estava muito mole, então eu não tinha condições de lutar contra ele de qualquer forma. Eu queria que aquilo parasse", continuou a canadense. No entanto, na última segunda-feira (6), o primeiro dia do julgamento, o advogado de defesa de Cosby, Brian McMonagle, seguiu um caminho contrário, afirmando que Constand "nunca [esteve] incapacitada" durante os seus encontros com o artista e que ela foi "mentirosa" com a polícia local.   

Cosby, de 79 anos, foi acusado de abuso sexual por mais de 50 mulheres nos últimos anos. Porém, a canadense é a única delas cujo caso ainda não prescreveu. As outras acusações foram feitas há tempo demais para que o astro pudesse ser processado. Se o ator for condenado neste julgamento, ele pode enfrentar uma pena de ao menos 10 anos de prisão e uma multa de US$ 25 mil.   

(ANSA)
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