Centro italiano ajudará a criar vacina contra câncer de mama

ROMA, 8 JUN (ANSA) - Do tumor no rim ao no pulmão e, agora, nos seios: a imunoterapia, cujo objetivo é provocar uma reação do sistema imunológico para combater o câncer, representa cada vez mais uma nova arma contra os neoplasmas mais mortais. E no próximo ano, vários centros de pesquisa internacionais, entre eles o Instituto Nacional do Câncer de Nápoles Fundação Pascale, o único italiano, farão seu último experimento para o desenvolvimento de uma vacina terapêutica contra os tumores de mama mais agressivos. A vacina anti Globo H-KLH será administrada após uma intervenção cirúrgica nos seios como terapia auxiliar em pacientes com tumores triplo-negativo, os mais perigosos deste tipo de câncer.   

Com essa aproximação inovadora, a vacina terá como objetivo combater essa forma de câncer aumentando as taxas de cura. "O objetivo da vacina que testaremos é desencadear uma resposta imunológica específica contra o tumor nos seios", afirmou o diretor da Divisão de Oncologia Médica de Mastologia do Pascale, Michelino De Laurentiis. A imunoterapia costuma a ser mais usada para tratar outros tipos de câncer e não tanto para o de mama. Por isso, a criação dessa vacina pode ser em grande parte revolucionário para a medicina. Segundo De Laurentiis, provavelmente, "falar de um tumor de mama é muito genérico já que existem tantos subtipos desta neoplasia, e para várias destas espera-se que a imunoterapia possa funcionar". O tipo de vacina que será experimentado, no entanto, é um pouco diferente das já desenvolvidas. "[Ela] não se destina ao sistema imunológico em geral, mas desencadeia as reações imunológicas de modo direto contra o tumor, ou seja, contra moléculas e antígenos específicos presentes nas células cancerígenas. Deste modo, [ela] se torna mais eficaz e tem menos efeitos colaterais", explicou o especialista italiano. Atualmente, esse tipo de tratamento já é utilizado em vários tipos graves de câncer com resultados eficazes e positivos. Um dos exemplos, é o melanoma, o tipo mais sério de câncer de pele.   

Graças à imunoterapia, hoje, 20% dos pacientes vivem por mais 10 anos. Há alguns anos, esse resultado era impensável já que a sobrevivência do paciente no estado metastático era de apenas seis meses, com uma taxa de mortalidade ao ano de 75%. Também registram bons resultados com a imunoterapia o tratamento do câncer de pulmão. Na forma de adenocarcinoma em fase avançada, que até o momento apresentava poucas opções terapêuticas, 39% das pessoas vivem por mais 18 meses. E no tumor nos rins, o tratamento demonstrou uma redução do risco de morte de 27% na fase avançada. (ANSA)
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