Japão aprova lei que permite abdicação de imperador

TÓQUIO, 9 JUN (ANSA) - O Parlamento do Japão aprovou nesta sexta-feira, dia 9, o projeto de lei que consentirá que o seu atual imperador, Akihito, abdique. A votação da Casa seguiu a da Câmara dos Representantes do país da semana passada, que também teve um resultado positivo. O projeto de lei foi formulado especificamente para o caso do atual soberano que, com 83 anos, já havia demonstrado sua vontade de deixar o trono para seus sucessores por ter dificuldades em conduzir as atividades de Estado devido a sua idade avançada e a sua saúde delicada. A mudança na lei, aliás, poderá ser aplicada apenas a Akihito. Esta será a primeira vez em 200 anos que um imperador anuncia seu desejo de abdicação. A última vez aconteceu com o regente Kokaku, em 1817. A atual legislação do Japão não permite a renúncia, que ainda é considerada um tema sensível no país.   

Se a lei for consumada, a liderança da nação asiática ficará a cabo do príncipe Naruhito, filho primogênito de Akihito de 57 anos e primeiro na linha de sucessão ao trono. Além disso, a abdicação em si pode acontecer em um prazo de até três anos a partir da entrada em vigor da lei. Assim, acredita-se que a renúncia de Akihito possa acontecer em dezembro do próximo ano, quando completará 85 anos e 30 anos de mandato, ou em janeiro de 2019, com a mudança de ano. (ANSA)
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