'Veneza vive arte', diz artista brasileira sobre Bienal

SÃO PAULO, 9 JUN (ANSA) - Por Ana Ferraz. A cidade de Veneza já está acostumada a receber anualmente milhares de turistas, que se encantam pelos seus canais, pelas suas gôndolas, pelas suas pontes e edifícios históricos, pela sua natureza e pela sua famosa Praça San Marco. Mas em ano de Bienal, principalmente na de arte, o município acaba recebendo mais visitantes ainda, desesperados por beleza, modernidade e novidades deste universo.   


Há menos de um mês do início do grande festival, o maior de arte contemporânea do mundo, filas se formam para ver os pavilhões nacionais e o internacional - localizados desde 1895 nos Giardini, sede tradicional do evento - e o Arsenale, espaço expositivo de cerca de 50 mil metros quadrados cedido para a Bienal de Veneza pela Marinha Militar Italiana em 1999.   


Além deles, os amantes de arte também podem presenciar as dezenas de mostras paralelas que dominam partes mais afastadas da cidade. Durante a "Biennale", o próprio município do Vêneto acaba se transformando em uma obra de arte, com instalações no meio das ruas que impressionam e surpreendem turistas e habitantes da região. É o que afirma a artista plástica brasileira Zinia Carvalho, que trabalha com conservação de patrimônio cultural e restauração do acervo da cidade de São Paulo e que atualmente está em Veneza. "Veneza está sempre bela e lotada de gente, para tudo, a Bienal é só um detalhe a mais para se ver. A 57ª edição, VIVA ARTE VIVA, traz artistas do mundo todo, e o que vi dela é composta de arte contemporânea, performances e instalações", comentou. Das obras que mais chamaram sua atenção, Zinia falou sobre a "Monumental Hands Rise from the Water", de Lorenzo Quinn, "que emerge da água do Grande Canal, na região do mercado, sugerindo que, na minha leitura, arte é para todos, apesar de ser uma manifestação política sobre o aquecimento do planeta". Comentando que "Veneza vive arte", a brasileira também disse que "ver o Brasil sendo representado por um ou mais artistas em uma Bienal" é algo que a orgulha muito. Com isso, Zinia se refere à grande presença do nosso país na edição deste ano do evento, com a participação da mineira Cinthia Marcelle no pavilhão nacional, e do pernambucano Paulo Bruscky, do baiano Ayrson Heráclito, do carioca Ernesto Neto e da paulista Erika Verzutti no internacional.   


Por fim, a artista ainda deu dicas para quem está interessado em ir a Veneza para conferir a grande mostra, que tem fim em 26 de novembro. "Para ir a Veneza e à Bienal a primeira coisa [que é preciso] é gostar de arte", ressalta a brasileira que recomenda um período de dois dias a uma semana na cidade para poder ir nas atrações, inclusive nas paralelas, sem deixar de conhecer os pontos turísticos já famosos do município. (ANSA)
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