Como prometido, EUA faz ressalva em texto final do G7

BOLONHA, 12 JUN (ANSA) - O texto final do encontro entre os ministros de Meio-Ambiente que fazem parte do G7, divulgado nesta segunda-feira (12) em Bolonha, na Itália, não tem a assinatura dos Estados Unidos na parte referente às mudanças climáticas e aos bancos de desenvolvimento.   

Os EUA se comprometeram apenas com as questões ligadas ao processamento e descarte de lixo, com a limpeza dos oceanos, com a criação de impostos ambientais e com o fim de subsídios às atividades danosas ao meio-ambiente.   

Apesar dos ministros falarem em "unanimidade" com o documento do "G7 do Ambiente", há uma ressalva na parte que remete aos compromissos com o Acordo sobre o Clima, assinado em Paris e ratificado no ano passado por 195 países. Apesar do governo Barack Obama ter assinado o documento, o atual presidente dos EUA, Donald Trump, retirou sua nação do acordo e somou-se à Nicarágua e à Síria como os únicos a ficarem de forma do compromisso.   

"Nós, os Estados Unidos da América continuamos a demonstrar através de ações, tendo reduzido as nossas emissões de CO2, como demonstrado no atingimento em nível nacional dos níveis de CO2 pré-1994. Os Estados Unidos continuará a se empenhar com os parceiros internacionais chaves de um modo que seja coerente com nossas prioridades nacionais, preservando seja uma forte economia assim como uma ambiente salubre", diz a ressalva assinada pelos norte-americanos.   

"Por consequência disso, nós os Estados Unidos, não aderimos a esta parte do comunicado do clima e das MDBs [Bancos Multilaterais de Desenvolvimento], agindo assim em respeito ao nosso recente anúncio de retirar-se e cessar imediatamente a atuação do Acordo de Paris e os compromissos financeiros associados", informou ainda a nação.   

Com isso, o capítulo que fala sobre as alterações climáticas foi assinado apenas por ministros de seis países - Itália, Alemanha, Japão, Canadá, Reino Unido e França.   

A falta de compromisso com os norte-americanos sobre o tema já era esperada. Ontem (11), no início dos debates, o diretor da Agência Federal para o Ambiente, Scott Pruitt, permaneceu apenas na reunião inicial dos ministros, deixando a Itália durante os debates da tarde por conta de um "compromisso já agendado" com Trump.   

Em seu lugar, ficou a vice-diretora, Jane Nishida. Fontes ligadas aos ministros que participaram do encontro afirmam que essa "mudança" mostra que os EUA "não estão comprometidos" com a agenda ambiental do G7 e deram "pouca atenção" ao encontro.   

O ministro do Ambiente da Itália, Gian Luca Galletti, havia afirmado antes dos debates dessa segunda-feira que o Acordo de Paris "é irreversível e não negociável".   

"Nós tomamos conhecimento da postura dos EUA que querem continuar a política de redução de CO2 mesmo fora do Acordo de Paris. E, pelo o que eles representam no mundo, queremos manter aberto o diálogo e continuá-lo. Mas, fora do Acordo de Paris, não há instrumentos para atingir os objetivos", disse Galletti.   

(ANSA)
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