Entenda crise na venda de direitos de TV do futebol italiano

MILÃO, 12 JUN (ANSA) - A venda dos direitos televisivos para a transmissão de partidas do futebol italiano no triênio 2018-2021 continua sem solução após o primeiro "leilão" para a comercialização ter fracassado.   


A primeira tentativa de venda acabou frustrando todos os envolvidos: a Lega Serie A, que administra o Campeonato Italiano, que não recebeu nenhuma proposta no valor mínimo de 1 bilhão de euros, e as emissoras, que reclamaram dos altos valores e não concordaram com a forma de negociação.   


A ideia dos dirigentes era finalizar a disputa antes da venda dos direitos dos campeonatos europeus, feita pela Uefa, que ocorre nesta segunda-feira (12). Apesar de informar que já recebeu propostas, os europeus divulgaram que tudo está sendo mantido sob sigilo.   


No sábado (10), a "Sky" apresentou uma proposta de cerca de 490 milhões de euros para três dos quatro pacotes disponíveis - um valor muito abaixo do pedido. Já a Mediaset, decidiu não apresentar proposta para continuar exibindo os jogos por "não concordar" com o formato da disputa.   


Em nota divulgada ontem (11), a TIM informou que "nunca sequer avaliou a hipótese e nem discutiu uma participação junto aos outros sujeitos da disputa pelos direitos da Série A, mesmo havendo um pacote dedicado à banda ultra larga".   


A empresa ainda informou que "o resultado do leilão mostrou a desproporcionalidade do pedido" e ressaltou que também não concorrerá à transmissão das partidas europeias porque a Uefa não criou pacotes dedicados à difusão pela internet.   


A Lega e a Infront Sports and Media, que gerencia essa parte das transmissões, pretendem fechar a negociação até dezembro deste ano e estão convencidos de que haverá uma operação que envolverá as empresas Vivendi, Mediaset e Telecom Italia. Para os cartolas, esse seria o plano A.   


Na ótica de um "plano B", estaria sendo ventilada a possibilidade de abrir um novo leilão com propostas exclusivas por produto para maximizar a renda por plataforma.   


Já um possível "plano C" seria a própria Lega abrir um canal televisivo para distribuir a partida para as emissoras.   


- Como funcionou o leilão: As emissoras precisavam fazer propostas por "pacotes".   


No A, estavam incluídos os direitos de transmissão por satélite dos quatro clubes com maior alcance de público - Juventus, Inter de Milão, Napoli e Milan -, mais as três novas equipes que subiram para a elite (Spal, Verona e Benevento) e o time que tem menor alcance regional.   


Para esse pacote, o valor mínimo era de 200 milhões de euros e a "Sky" ofereceu 267 milhões de euros.   


O pacote B incluía as mesmas opções do A, mas apenas por transmissões digitais-terrestres (DTT). A Lega pediu 200 milhões de euros, mas não recebeu nenhuma proposta das emissoras.   


O pacote C (C1 e C2) previa a transmissão dos quatro principais times (Juve, Inter, Napoli e Milan) e o direito de transmitir esses jogos pela internet. O "Perform Group" apresentou 50 milhões de euros para cada um dos dois pacotes, mas o pedido mínimo da Lega era de 100 milhões de euros para cada.   


O último pacote, o D, inclui a transmissão exclusiva dos jogos daquelas equipes que não estão nos grupos A e B - do qual fazem parte Roma, Lazio e Fiorentina - e o direito de passar o "derby" da capital.   


O pedido mínimo era de 400 milhões de euros, mas a "Sky" ofereceu 227 milhões de euros. (ANSA)
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