Em sintonia com Trump, procurador nega 'conluio' com Rússia

NOVA YORK, 13 JUN (ANSA) - O procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, testemunhou nesta terça-feira (13) perante a Comissão de Inteligência do Senado, que investiga denúncias de interferência da Rússia nas eleições presidenciais de 2016, vencidas por Donald Trump.   

No comando do Departamento de Justiça desde 9 de fevereiro deste ano, Sessions se afastou do inquérito do FBI apelidado de "Russiagate" após a revelação, no início de março, de que ele teve contatos com o embaixador de Moscou em Washington, Sergey Kislyak.   

Os encontros teriam acontecido ainda antes das eleições, quando Sessions era conselheiro para política externa da campanha de Trump. Em seu depoimento no Senado, o procurador disse não se lembrar de qualquer reunião com Kislyak ou outros funcionários russos durante um evento eleitoral em Washington, em abril do ano passado.   

No entanto ele reconheceu que teve encontros com o embaixador em outras duas ocasiões, embora em sua sabatina no Senado, no início de 2017, tenha negado quaisquer comunicações com a Rússia durante 2016.   

Segundo Sessions, a suspeita de que ele estaria em conluio com o Kremlin é uma "mentira odiosa e desconcertante". "Me defenderei das falsas acusações", garantiu. Além disso, o procurador-geral também afirmou que não conhece nenhum complô entre a campanha de Trump e Moscou e que ninguém na Casa Branca lhe pedira para fazer coisas "ilegais".   

Em sintonia com o presidente, Sessions ainda disse que recomendara a demissão do então diretor do FBI, James Comey, devido a "numerosas preocupações sobre sua performance de trabalho", principalmente quanto ao inquérito que inocentou Hillary Clinton no caso do uso de emails privados para comunicações oficiais.   

De acordo com o procurador-geral, a decisão de Comey de anunciar que Hillary não seria processada foi uma "usurpação" da autoridade do Departamento de Justiça. Trump alega que trocou o comando do FBI por causa da condução de Comey no inquérito contra a democrata, embora a demissão tenha ocorrido em meio ao "Russiagate".   

O depoimento de Sessions ocorreu cinco dias depois de o próprio Comey ter testemunhado na Comissão de Inteligência do Senado. Na ocasião, ele acusou o presidente dos EUA de tê-lo "difamado" e disse que o republicano indicava "querer algo em troca" para mantê-lo como diretor do FBI.   

Os senadores democratas já estudam maneiras de tentar convocar o próprio presidente para depor. A suspeita é de que os hackers que atacaram os servidores de email do Partido Democrata em 2016 tenham agido a mando do Kremlin para prejudicar a imagem de Hillary, então na liderança da corrida presidencial. (ANSA)
Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.


Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos