Em meio a polêmicas, Donald Trump completa 71 anos

SÃO PAULO, 13 JUN (ANSA) - Por Luciana Ribeiro - Conhecido por seu temperamento explosivo, declarações e atitudes polêmicas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebra nesta quarta-feira (14) seu aniversário de 71 anos.   

Nascido em 14 de junho de 1946, no bairro de Queens, em Nova York, Trump é o quarto dos cinco filhos do casal Fred, um construtor alemão, e Mary, dona de casa escocesa.   

Com um comportamento rebelde desde criança, ele agrediu um professor aos 13 anos de idade e precisou ser transferido para uma academia militar de Nova York.   

Formado em economia pela Universidade da Pensilvânia, Trump tomou posse da Presidência da "Trump Organization" e reforçou seu império imobiliário a partir de 1971.   

Audacioso e ousado, o republicano começou a construir sua fama após criar uma das obras mais deslumbrantes e luxuosas de Manhattan, a Trump Tower. Além disso, ele ergueu um império que inclui hotéis e cassinos.   

Trump tem uma vida pessoal tão agitada como sua carreira profissional. Casou-se pela primeira vez em 1977, com a modelo tcheca Ivana Zelní?ková, com quem tem três filhos, e pela segunda vez em 1993, com a atriz Marla Maples, com quem tem uma filha.   

Em 2005, se casou com sua atual mulher, Melania Knauss, ex-modelo eslovena de 47 anos com quem tem um filho de 10 anos.   

Ao longo de sua carreira, o magnata lucrou no mundo do espetáculo ao apresentar o reality show "O Aprendiz", que lhe rendeu uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood, com aparições em filmes. Além disso, foi proprietário do concurso de beleza mais famoso do mundo, o Miss Universo.   

- Presidência: A primeira tentativa de Trump entrar na Casa Branca aconteceu em 1999, com uma campanha eleitoral considerada "exploratória", que tinha como projetos banir a discriminação contra homossexuais e criar um sistema de saúde universal.   

Em 2015, decidiu concorrer à Presidência novamente. Sua nova campanha foi construída com declarações polêmicas, como a proposta de construção de um muro na fronteira com o México e seu forte discurso contra imigrantes ilegais. Além disso, por diversas vezes o magnata demonstrou certa intolerância religiosa, criticando o Islã e até mesmo o papa Francisco.   

Durante sua campanha eleitoral, o atual chefe de Estado ainda disse que proibiria a entrada de muçulmanos no país porque considera que eles são um "Cavalo de Troia" do terrorismo internacional. Inclusive, cogitou o fechamento de mesquitas.   

Com estilo irreverente, excêntrico e politicamente incorreto, Trump também foi protagonista de várias acusações sobre assédio sexual, tendo um áudio de cunho sexista divulgado na imprensa norte-americana. No ano passado, o bilionário atraiu eleitores ultraconservadores e aqueles desencantados com a "política tradicional", conseguindo superar a democrata Hillary Clinton, sendo eleito o 45º presidente dos Estados Unidos.   

Trump assumiu a Presidência já cercado por polêmicas. Pouco depois, o magnata baixou uma ordem executiva que proibia a entrada de refugiados nos EUA por 120 dias e impedia a chegada de cidadãos de sete países de origem muçulmana (Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen) por 90 dias, também causou alvoroço e a Justiça suspendeu as ordens do presidente. Sua segunda derrota aconteceu no Congresso, quando não conseguiu derrubar o sistema de saúde instituído pelo ex-mandatário Barack Obama, uma de suas principais promessas de campanha.   

Na política externa, Trump ensaiou uma aproximação com a Rússia e se tornou alvo de uma investigação do FBI sobre uma possível interferência do país nas eleições norte-americanas do ano passado para favorecê-lo. Apesar da suposta parceria com o presidente russo, Vladimir Putin, o mandatário decidiu atacar uma base na Síria, aliada da Rússia.   

No Oriente Médio, ele teve uma política bem diferente de seu antecessor, Barack Obama, e voltou a aproximar Washington de Israel e da Arábia Saudita. Por sua vez, Trump iniciou oficialmente uma discussão sobre a renegociação do maior acordo comercial, o Nafta, entre os Estados Unidos, Canadá e México.   

Com a China, as relações também oscilaram, com críticas à omissão de Pequim em relação ao cada vez maior poder bélico da Coreia do Norte e elogios para parcerias econômicas - ignorando as críticas feitas por ele durante a campanha sobre o yuan, a moeda chinesa.   

Em março, o chefe de Estado começou a enfrentar o seu maior desafio como líder da maior potência mundial: conter os planos nucleares dos norte-coreanos. O republicano também foi responsável por lançar sua maior bomba não-nuclear na província de Nangarhar, no leste do Afeganistão, para atingir alvos do grupo jihadista Estado Islâmico (EI).O disparo da "mãe de todas as bombas" marcou o início de uma fase mais agressiva na política externa de Trump.   

Desde que venceu as eleições à Casa Branca, em 8 de novembro, Trump havia prometido mudanças drásticas na política externa do país.   

No início de junho, ele anunciou que os EUA estavam fora do Acordo sobre as Mudanças Climáticas de Paris, fruto de duas décadas de negociações e ratificado por 195 países. Com a saída dos norte-americanos, apenas eles, Síria e Nicarágua estão fora da lista daqueles que se comprometeram com o pacto.   

Cinco meses após assumir o cargo, Trump é o presidente mais impopular do país em quatro décadas, com apenas 30% de aprovação, segundo pesquisas. No entanto, Trump insiste em avaliar seu governo com extremo otimismo e acusa constantemente a mídia de criar "notícias falsas" sobre ele. (ANSA)
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