Drones 'explosivos' são nova ameaça de atentados na Europa

BRUXELAS, 16 JUN (ANSA) - Por Patrizia Antonioni. Atentados terroristas com drones explosivos são a nova ameaça contra a qual a Europa tem que lutar. É o que adverte o relatório anual sobre a situação do terrorismo e suas tendências do Serviço Europeu de Polícia (Europol), o "European Union Terrorism Situation and Trends Report 2017".   

Segundo o estudo, o medo é que a técnica, já em uso nas "crises no Iraque e na Síria, possa inspirar outros" em diferentes países, como os da Europa, o que aumentaria ainda mais o número de mortos e feridos pelo terror de grupos terroristas islâmicos, que só no ano passado causou 10 ataques no "velho continente" com um total de 135 vítimas. Além disso, apenas em relação a esses atentados foram presas 718 pessoas, principalmente na França, onde foi registrado um crescimento no número de detenções pelo terceiro ano consecutivo. O relatório foi apresentado pelo diretor do Europol, Rob Wainwright, em Malta em ocasião de um reunião informal dos ministros do Interior da União Europeia, com a presença também dos comissários europeus para a Imigração, Dimitris Avramopoulos, para a Segurança, Julian King, e para Justiça, Vera Jurova. O texto também ratifica o alerta de possíveis ataques terroristas com armas químicas, biológicas e até nucleares. O medo se baseia, em outras questões, nos últimos pedidos do Estado Islâmico (EI, ex-Isis) realizados pela internet, que incluem táticas e alvos para atentados "de sucesso". O grupo também já divulgou mais de um guia que ensina os terroristas a fabricarem suas próprias armas e artefatos para bombas e projéteis. Em um deles é ensinado, por exemplo, como extrair a toxina letal do rícino. A preocupação dos governos também aumentou pelo massivo número de retornos dos "combatentes estrangeiros" que é esperado para a Europa, com a provável derrota militar do EI no Iraque e na Síria, onde estão campos de treinamento de jihadistas. O Europol considera que tanto o Estado Islâmico quando outros grupos, como o Al-Qaeda, contam não apenas com "voluntários" para os atentados na Europa, mas têm "a intenção e a capacidade de colocar em prática ataques de massa, mais complexos". Ainda sobre esse aspecto, o relatório também destaca que o Estado Islâmico já começou a fazer sua propaganda "em caso de derrota" no Oriente Médio, na qual aconselha que seus próprios membros "levem a luta para frente em outras áreas". Segundo as estimativas da União Europeia, são mais de 5 mil os mujahidin, combatentes que se inspiram no fundamentalismo islâmico e deixam países ocidentais para se juntar a grupos terroristas, que partiram principalmente da Bélgica, França, Alemanha e Reino Unido. Por outro lado, são 7.760 os nomes de combatentes estrangeiros da UE que aparecem na lista negra da Turquia. Enquanto na Holanda é possível que haja várias operações terroristas, a Itália expressa preocupação sobre possíveis células adormecidas do EI e do Al-Qaeda, que poderão unir sua voz a dos "lobos solitários" e dos pequenos grupos radicalizados de todo o continente. Da análise dos dados apresentados, também surgiu a informação de que as mulheres assumiram papeis mais ativos e relevantes nas atividades terroristas, sendo que 26% das pessoas que foram presas em 2016 eram mulheres. De acordo com o relatório, esse dado trata-se de "um aumento importante" se for comparada à taxa de 18% de 2015. Além disso, também foi notado que crianças e jovens adultos ficaram responsáveis por tarefas maiores. Segundo o estudo, ao menos um terço dos jihadistas presos eram muito jovens, com menos de 25 anos. (ANSA)
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