No Vaticano, Papa e Merkel defendem mundo 'sem muros'

CIDADE DO VATICANO, 17 JUN (ANSA) - O papa Francisco recebeu neste sábado (17) em audiência no Vaticano a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, com quem conversou sobre as necessidades de defender um mundo multilateral, sem muros, além de debater sobre ameaças terroristas e a proteção do meio ambiente.   

"Foi ressaltada a necessidade de se dedicar especial atenção à responsabilidade da comunidade internacional para combater a pobreza e a fome, a ameaça global do terrorismo e as mudanças climáticas", diz a nota oficial divulgada após o encontro pela Santa Sé.   

O Pontífice e a chefe de Governo ainda estão de acordo que a recente decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de deixar o Acordo Climático de Paris é uma "lástima". A audiência privada aconteceu por cerca de 40 minutos. Esta é a quarta vez que os dois líderes se encontram. De acordo com a Santa Sé, a reunião foi "cordial" e houve a necessidade de destacar a importância de favorecer o desenvolvimento no continente africano.   

No encontro ainda foram "destacadas as boas relações e a frutuosa colaboração entre a Santa Sé e a Alemanha como também as questões de interesse comum, com particular atenção para a próxima reunião do G20 [que acontecerá nos dias 7 e 8 de julho], em Hamburgo", acrescenta o texto.   

Em coletiva de imprensa, Merkel ressaltou que " essa agenda [G20] pressupõe que sejamos parte de um mundo no qual trabalhamos juntos através da cooperação multilateral", declarou ela sobre sua conversa com o papa.   

"É um mundo em que queremos derrubar paredes e não construí-las, e em que todos buscamos prosperidade, riqueza, honra e dignidade para a humanidade", completou. Merkel chegou ao Vaticano ao lado do marido, Joachim Sauer. Os dois foram recebidos pelo prefeito da Casa Pontifícia, o também alemão Georg Gänswein, que os acompanhou até a biblioteca do Palácio Apostólico, onde Francisco os esperava.   

O líder da Igreja Católica aproveitou a oportunidade para comentar sobre o ex-chanceler Helmut Kohl, que governou a Alemanha entre 1982 e 1998, falecido ontem (16), aos 87 anos.   

"Grande homem de Estado e europeu convicto que trabalhou com altivez e dedicação pelo bem dos alemães e dos países vizinhos", diz o telegrama entregue à Merkel.   

Após o encontro, os dois líderes trocaram presentes. A chanceler entregou ao Papa três potes de doce de leite e uma coleção de álbuns de Ludwig von Beethoven. Por sua vez, Francisco presenteou a alemã com sua encíclica "Laudato Si" (2015), sobre o meio ambiente, e suas exortações "Evangelii Gaudium" (2013) e "Amoris Laetitia" (2016), além de uma escultura de bronze em forma de ramo de oliveira.   

A primeira-ministra também foi recebida pelo secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, acompanhado por D.   

Paul Richard Gallagher, secretário do Vaticano para as Relações com os Estados. (ANSA
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