Temer decide processar Joesley após acusação em entrevista

SÃO PAULO, 17 JUN (ANSA) - O presidente Michel Temer decidiu processar Joesley Batista, dono da JBS, após o empresário afirmar que o peemedebista lidera a "maior organização criminosa do país" em entrevista à revista "Época".   


Em nota divulgada neste sábado (17), o Palácio do Planalto acusa Joesley de proteger "os reais parceiros de sua trajetória de pilhagens" e os "grandes tentáculos da organização criminosa" que ele ajudou a forjar, fazendo referência aos governos do Partido dos Trabalhadores (PT) A decisão de Temer foi tomada após a publicação da entrevista do empresário que diz que "quem não está preso está hoje no Planalto". Além disso, Joesley afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva "institucionalizou" a corrupção no país, mas nunca houve uma conversa entre ambos.   


De acordo com o Planalto, a prova das mentiras do empresário é a própria gravação apresentada à Justiça e ao Ministério Público Federal (MPF) durante sua delação premiada. "Suas mentiras serão comprovadas e será buscada a devida reparação financeira pelos danos que causou, não somente à instituição Presidência da República, mas ao Brasil. O governo não será impedido de apurar e responsabilizar o senhor Joesley Batista por todos os crimes que praticou, antes e após a delação", diz o texto da Presidência.   


Segundo o comunicado, o faturamento das empresas da família Batista chegou a R$ 183 bilhões em 2016 graças a "relação construída com governos do passado, muito antes que o presidente Michel Temer chegasse ao Palácio do Planalto".   


"Os fatos elencados demonstram que o senhor Joesley Batista é o bandido notório de maior sucesso na história brasileira.   


Conseguiu enriquecer com práticas pelas quais não responderá e mantém hoje seu patrimônio no exterior com o aval da Justiça.   


Imputa a outros os seus próprios crimes e preserva seus reais sócios", diz a nota.   


Para Joesley, Temer é o chefe de uma organização criminosa que contava com o deputado Eduardo Cunha, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, o ex-ministro Henrique Eduardo Alves e os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha. (ANSA)
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