Índia gera polêmica ao 'proibir' grávidas de fazerem sexo

NOVA DÉLI, 20 JUN (ANSA) - Um manual elaborado pelo governo da Índia está causando polêmica entre as grávidas do país. O documento propõe uma série de restrições às mulheres, como não comer carne, não ter relações sexuais e ainda evitar "más companhias".   

Batizado de "Cuidando da mãe e do filho", o documento foi preparado às vésperas do Dia Internacional da Yoga, celebrado nesta quarta-feira (21), pelo Ministério Ayush, que promove o uso de terapias alternativas.   

Questionado pela imprensa, o ministro Shripad Naik afirmou que "o manual é velho, tem três anos e não contém nenhum conselho para se abster de sexo$escape.getQuote().No entanto, na página 14 do manual é possível encontrar uma recomendação para todas as grávidas "ficarem longe de desejo, raiva e ódio".   

De acordo com o ginecologista Malavika Sabharwal, do Apollo Healthcare Group, "este conselho é anticientista. A deficiência de proteína, desnutrição e anemia são fortes preocupações para as mulheres grávidas e as carnes são uma importante fonte de proteínas e de ferro".   

A Índia é um dos países com maior índice de mortalidade materna do mundo devido à diversos casos de anemia, desnutrição e deficiência de ferro. Em 2015, 174 de cada 100 mil grávidas morreram ao dar à luz. (ANSA)
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