Jovem morre em ato em Caracas e ministro abre investigação

CARACAS, 20 JUN (ANSA) - Um jovem de 17 anos morreu durante os protestos contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, nesta quarta-feira (20) em Caracas, informou o prefeito de Chacao, Ramon Muchacho.   

"Com profunda dor confirmamos a morte de outro jovem venezuelano. Fabián Urbina, de 17 anos, morreu com um tiro no peito. Condenamos a violência, em especial o uso de armas de fogo para reprimir cidadãos que exercem o direito constitucional a manifestar-se pacificamente", escreveu Muchacho nas redes socais.   

Após a notícia da morte do jovem, o ministro do Interior e da Justiça, Néstor Reverol, anunciou que o governo fará uma investigação sobre o crime e reconheceu que houve exageros por parte dos agentes.   

"A hipótese principal dentro da investigação iniciada por esses fatos presume o uso indevido e desproporcional da força", escreveu o político em uma série de mensagens no Twitter.   

Segundo o ministro, os chefes da Polícia já estão atuando para "determinar a responsabilidade individual" das mortes. "De novo condenamos a violência e o chamado insurrecional que fez a oposição venezuelana a estas manifestações", escreveu ainda.   

Além da morte de Urbina, ONGs e opositores informaram que ao menos 48 pessoas ficaram feridas durante as manifestações de ontem em várias cidades do país. A maior parte delas foi atingidas por balas de borracha disparadas por agentes das forças de segurança do governo.   

Desde que começaram os protestos, há quase três meses, cerca de 80 pessoas já morreram durante as manifestações contrárias ao governo de Maduro. (ANSA)
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