De surpresa, auditor de contas do Vaticano anuncia demissão

ROMA, 21 JUN (ANSA) - O auditor geral do Vaticano, Libero Milone, renunciou ao cargo e o papa Francisco aceitou sua demissão nesta terça-feira (20), informou o Vaticano. O italiano estava no posto desde a criação do Escritório de Auditoria Geral (URG), implementado pelo atual Pontífice em 2015.   

De acordo com uma nota divulgada pela Santa Sé, Milone apresentou seu pedido e "de comum acordo" ele foi aceito por Francisco. "Enquanto deseja ao doutor Milone todo o bem para suas futuras atividades, a Santa Sé informa que será iniciado o quanto antes o processo de nomeação do novo responsável", informou a entidade.   

Milone, 69 anos, tem uma longa carreira em empresas mundialmente ativas, como a Deloitte & Touch, Wind Telecom, Poltrona Frau, Falck e Fiat. Ele também chegou a atuar na Organização das Nações Unidas (ONU).   

Sua nomeação foi realizada no dia 9 de maio de 2015, puco após o estatuto do URG foi aprovado pelo Vaticano, e sua função era fazer a auditoria completa dos orçamentos e das contas da Santa Sé - e todas as administrações ligadas à entidade.   

Poucos meses após sua nomeação, o computador utilizado por Milone foi invadido por hackers e, a divulgação daquele material, no fim de outubro de 2015 que gerou o início do chamado "Vatileaks 2", que investigava o vazamento de informações da Igreja Católica.   

Apesar de tudo indicar que a renúncia tenha sido causada por motivos pessoais, fontes vaticanas informam que Milone teria sido interrogado nesta semana no Largo del Colonnato (local fora do Vaticano, mas em área extraterritorial).   

No "interrogatório", estavam presentes membros da Gendarmeria vaticana. Ele estaria falando sobre uma investigação interna, mas não se sabe o objeto da ação.   

O URG foi criado pelo papa Francisco em fevereiro de 2014 para fazer a auditoria da Cúria Romana, das instituições ligadas à Santa Sé ou que tem ligação e pelas administrações do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano.   

De acordo com a Igreja Católica, a instituição foi aprovada em 22 de fevereiro de 2015 e "opera em plena autonomia e independência de acordo com a legislação vigente e com o próprio Estatuto, reportando-se diretamente ao Sumo Pontífice". (ANSA)
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