Pai relata angústia por sumiço de brasileira em cruzeiro

SÃO PAULO, 21 JUN (ANSA) - Por Lucas Rizzi - Manoel Sousa, pai de Simone Scheuer Sousa, a brasileira de 35 anos que desapareceu de um navio de cruzeiro na Itália, não consegue encontrar motivos para o sumiço de sua filha.   

Simone trabalhava na área de limpeza do MSC Musica, mas desapareceu misteriosamente no último domingo (18), quando o transatlântico estava atracado em Veneza, no nordeste italiano.   

Seus colegas perceberam a ausência na madrugada seguinte, quando o navio já estava em mar aberto, navegando rumo a Brindisi, 700 km ao sul da capital do Vêneto.   

Há relatos de que Simone teria sumido após um desentendimento com seu chefe e depois de ter terminado um namoro de dois anos com outro colega. Mas, em entrevista à ANSA, Manoel disse não ter conhecimento sobre eventuais ameaças contra a filha.   

"Não, a gente não ficou sabendo. Teve um bate-boca com o supervisor dela, mas são coisas de serviço", conta o pai, que afirma estar "arrasado", sem encontrar algo que justifique o desaparecimento. "Não tem nada, minha filha tem cabeça", garante.   

O relato sobre a "boa cabeça" de Simone é corroborado por quem a conhece de perto. Maricelma Cavenaghi foi sua chefe durante três anos em uma clínica de fisioterapia em São Paulo e diz que a brasileira é uma pessoa "equilibrada".   

"Você podia falar e falar que não tirava ela do sério. E se você a tirava do sério, ela ficava quieta. Me surpreendeu essa história de desavença. Ela é extremamente calma, tranquila, sorridente, falava baixo. Quando dizia 'oi', já estava com um sorriso aberto, não tinha tristeza", salienta a fisioterapeuta.   

Simone trabalhou no setor administrativo de sua clínica durante os anos de 2005, 2006 e 2007 e, mesmo depois de trocar de emprego, fazia visitas frequentes à ex-chefe. A última delas foi em abril do ano passado, quando já era funcionária da MSC.   

"Ela é uma pessoa extremamente boa, com coração enorme, muito carinhosa. É evangélica, centrada e muito família", diz Maricelma.   

Espera - A família de Simone mora na zona sul de São Paulo (SP) e, segundo seu pai, acompanha o caso à distância. Na Itália, as investigações são coordenadas pela Guarda Costeira, que ainda não deu notícias sobre o possível paradeiro da brasileira.   

O MSC Musica realiza neste verão europeu uma rota circular pelo mar Mediterrâneo, passando por Grécia e Montenegro, além de Veneza e Brindisi. Nesta quarta-feira (21), o navio navega entre as cidades gregas de Santorini e Pireu.   

A última vez que Manoel e Simone conversaram foi na quinta-feira passada (15), três dias antes do sumiço, e nada aparentava algo fora da normalidade. "Infelizmente, estamos aguardando. Estamos aqui na expectativa, foi ontem [20] que teve todo o rebuliço. Na quinta-feira, ela falou que estava normal. A gente fica arrasado, mas até agora não temos nada de informações concretas", diz o pai. (ANSA)
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