May diz que europeus poderão ficar no Reino Unido após Brexit

BRUXELAS, 22 JUN (ANSA) - A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou nesta quinta-feira (22) em Bruxelas aos líderes da União Europeia que nenhum cidadão do bloco deverá deixar o Reino Unido devido ao Brexit e que a todos eles será oferecida a possibilidade de regulamentar o seu status no país.   

A premier explicou aos mandatários que pretende dar a "maior certeza possível" aos cerca de três milhões de cidadãos europeus que vivem atualmente no Reino Unido "construindo carreiras e vidas e contribuindo tanto para a nossa sociedade", ressaltando que o governo não quer "caçar" ninguém nem separar famílias. Por isso, a essas pessoas será dada a oportunidade de se regulamentar na nação. A permissão de residência, com plenos direitos, será concedida a todos os europeus que residirem há ao menos cinco anos no país. Eles terão acesso à saúde, educação e aposentadoria como se fossem britânicos.   

A "data limite" para conseguir receber esses benefícios ainda não foi estipulada e só o deverá ser depois da finalização do Brexit e não antes. Mesmo assim, quem chegou ao Reino Unido antes deste dia, mas que ainda não está há cinco anos no país poderá ficar nele até completar este período e depois requerer um pedido de permanência. May também declarou que os europeus estarão sob as leis da UE até que a saída da nação britânica do bloco seja concluída, mas também ressaltou a que a reciprocidade é vital; ou seja, a proposta será válida apenas se os mesmos direitos forem reconhecidos aos britânicos residentes do grupo. O documento, como já havia sido anunciado o responsável pelo Brexit, David Davis, será publicado em detalhes na próxima segunda-feira (26) e constituirá na base das discussões para o lançamento do tratado no dia 17 de julho. Sobre o assunto, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, voltou a criticar o Brexit, mas disse que ainda acredita que os britânicos voltem atrás. "Alguns dos meus amigos britânicos me perguntaram se o Brexit poderia ser revertido e se eu conseguia imaginar um final onde o Reino Unido continuasse parte da UE", comentou.   

"Eu disse a eles que, na realidade, a União Europeia foi construída em sonhos que pareciam impossíveis de ser alcançados.   

Então quem sabe? Você pode dizer que eu sou um sonhador, mas eu não sou o único", disse Tusk citando a música de John Lennon.   

(ANSA)
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