Cabral convoca Dom Orani como testemunha na Lava Jato

SÃO PAULO, 23 JUN (ANSA) - O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral apresentou ontem (22) o nome de cinco testemunhas de defesa que gostaria que fossem ouvidas pela Justiça no processo da Operação Fatura Exposta. Entre os nomes está o cardeal e arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta.   


Além do religioso, Cabral listou também o reverendo Isaías Maciel, da Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil; os médicos Paulo Niemeyer, do Instituto Estadual do Cérebro, e Cid Pitombo, chefe do centro de Cirurgia Bariátrica do Hospital Estadual Carlos Chagas; e Rosa Célia, do Instituto Pro Criança Cardíaca. O advogado de defesa do ex-governador, Luciano Saldanha, afirmou que não se pronunciará sobre as testemunhas antes que elas sejam ouvidas. No documento, de 22 páginas, ele também não explica os motivos da escolha.   


No entanto, a decisão de ouvir as testemunhas caberá ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio. Até o momento, Dom Orani não recebeu nenhuma intimação, assim como o reverendo, segundo a assessoria do religioso. Em maio, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou o ex-governador do Rio e outras seis pessoas por corrupção passiva e ativa e organização criminosa por irregularidades cometidas na Secretaria Estadual de Saúde, entre 2007 e 2014. Além de Cabral, César Romero, Carlos Miranda, Carlos Bezerra, Sérgio Côrtes, Miguel Iskin e Gustavo Estellita são acusados pela Força-tarefa de pagar ou receber propina para fraudar contratos da área de saúde.   


Cabral está preso desde novembro do ano passado e já foi condenado a 14 anos de reclusão em uma das mais de 10 denúncias provenientes de operações desmembradas da Operação Lava Jato por lavagem de dinheiro e corrupção.   


Nesta sexta-feira (23), a Polícia Federal (PF) realiza uma operação para apreender joias e bens da advogada Adriana Ancelmo, mulher de Cabral. A ação é um desdobramento das investigações da Operação Lava Jato.   


Dois mandados de busca e apreensão são cumpridos pelos agentes: um em Ipanema e outro no Jardim Botânico, na zona sul do Rio. De acordo com a PF, MPF e a Receita Federal, as joias teriam sido adquiridas para lavar parte do dinheiro obtido no esquema de corrupção e pagamento de propina a agentes públicos. (ANSA)
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