Morre Stefano Rodotà, um dos mais célebres juristas da Itália

ROMA, 23 JUN (ANSA) - Morreu nesta sexta-feira (23), aos 84 anos, o jurista italiano Stefano Rodotà, candidato a presidente da República em 2013.   

Nascido em 30 de maio de 1933, em Cosenza, o magistrado teve uma intensa vida política, principalmente a partir do fim da década de 1970, quando foi eleito deputado pela primeira vez. De lá para cá, renovou seu mandato em mais três ocasiões e foi vice-presidente da Câmara, entre abril e junho de 1992.   

Como político, integrou as filas do libertário Partido Radical (PR) e do Partido Democrático da Esquerda (PDS). Seu último cargo público foi o de chefe da Autoridade Garantidora da Proteção dos Dados Pessoais, entre 1997 e 2005.   

Em 2013, foi o candidato do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S) a presidente da República e chegou a liderar a disputa no Parlamento, mas sem obter a maioria necessária para se eleger.   

Na quinta votação, acabou derrotado por Giorgio Napolitano, que já ocupava o cargo de chefe de Estado e só aceitou se candidatar novamente após pressões do centro-esquerdista Partido Democrático (PD), maior força no Congresso e que não conseguia entrar em acordo em torno de um nome.   

Depois da eleição presidencial, criticou publicamente os dirigentes do M5S e recebeu uma resposta de seu fundador, o comediante Beppe Grillo, que o chamou de "octogenário tornado um milagre pelas redes".   

No pleito seguinte para presidente, em janeiro de 2015, mesmo sem o apoio explícito de nenhum partido, Rodotà foi lembrado por cerca de 20 parlamentares. A disputa foi vencida pelo também jurista Sergio Mattarella.   

Como magistrado, Rodotà construiu uma trajetória de luta pelos direitos civis e era defensor da descriminalização da eutanásia e do casamento gay. Além disso, era crítico da influência da Igreja Católica na Itália, algo que chamava de "um laboratório do totalitarismo moderno".   

"Rodotà foi um grande jurista, um intelectual de peso, extraordinário parlamentar. Uma vida de batalhas pela liberdade", escreveu no Twitter o primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni. "Que notícia triste. Profunda tristeza pela morte de Stefano Rodotà", reforçou o ex-premier Enrico Letta.   

(ANSA)
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