Justiça diminui pena de torcedor da Roma que matou rival

ROMA, 27 JUN (ANSA) - O Tribunal de Apelação de Roma reduziu nesta terça-feira (27) a condenação de Daniele De Santis pelo assassinato do torcedor napolitano Ciro Esposito, em crime ocorrido no dia 3 de maio de 2014.   


Em primeira instância, o ex-membro de uma torcida organizada da Roma havia sido condenado a 26 anos de prisão por assassinato, com os agravantes de motivos fúteis, reincidência e briga. Agora, ele terá que cumprir 16 anos de detenção, já que eles não consideraram os agravantes na condenação.   


Além da diminuição da pena, os juízes absolveram os torcedores Gennaro Fioretti e Alfonso Esposito, que haviam sido condenados a oito meses de reclusão por terem iniciado a briga que culminou com a morte do napolitano.   


A sentença, anunciada pelos juízes Andrea Calabria e Giancarlo De Cataldo, foi uma derrota da Procuradoria, que pedia ao menos 20 anos de prisão para De Santis.   


"A nossa é uma satisfação muito parcial, por um princípio de clareza que foi feito em torno deste caso que foi muito condicionado ao clamor midiático. A nossa tese sempre foi a da legítima defesa e faremos recurso na Cassação", disseram os advogados do romanista, Tommaso Politi e David Terracina.   


Por sua vez, a defesa da família de Ciro Esposito lamentou a decisão.   


"Inacreditável, um desconto de pena absurdo. Dez anos de desconto para quem matou um rapaz, é um absurdo. Mesmo que parte da sentença em primeiro grau foi mantida e termos um mínimo de justiça.. mas o assassino de Ciro Esposito terá que descontar só 16 anos de prisão", disse o advogado Angelo Pisani, que fez a defesa do caso ao lado do irmão, Sergio Pisani.   


A briga que resultou na morte de Esposito aconteceu pouco antes do início da final da Copa da Itália de 2014, quando Napoli e Fiorentina se enfrentaram na capital da Itália, Roma. Apesar da equipe local não estar em campo, diversos "ultràs" (como são chamados os organizados) estavam na briga pelas ruas de Roma.   


De Santis portava uma arma e disparou contra os torcedores napolitanos, atingindo em cheio o jovem Ciro Esposito. Ele não morreu no local da confusão, tendo sido internado em um hospital e sobrevivido por 50 dias. Mas, o napolitano não resistiu a uma infecção nos pulmões, ocorrida por conta do número de cirurgias que precisou passar. (ANSA)
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