Em funeral de Helmut Kohl, líderes defendem integração

BRUXELAS, 01 JUL (ANSA) - O Parlamento da União Europeia, em Estrasburgo, na França, realizou neste sábado (1º) o funeral do ex-chanceler da Alemanha Helmut Kohl, morto no último dia 16 de junho, aos 87 anos.   

A cerimônia reuniu líderes de todo o bloco para homenagear um dos artífices da reunificação alemã e da integração europeia e representou o primeiro funeral de Estado realizado pela UE em toda a sua história.   

"Sem Kohl, a vida de milhões de pessoas que até 1990 viviam do outro lado do muro teria sido diferente, inclusive a minha. Eu não estaria aqui hoje", declarou a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que morava na parte oriental do país e tinha Kohl como padrinho político.   

"Agradeço pela oportunidade que ele me deu. Agora cabe a nós conservar seu legado", acrescentou. Já o presidente da França, Emmanuel Macron, um europeísta convicto, afirmou que são os "ideais iluminados pela amizade que dão corpo aos projetos". "A história avaliará duramente nossas concessões aos egoísmos nacionais", salientou.   

Representando a Itália, o ministro das Relações Exteriores Angelino Alfano disse que Kohl "realizou o sonho de liberdade de milhões de cidadãos". "Que sua visão e sua força inspirem as novas gerações na defesa das conquistas para as quais ele contribuiu", diz uma mensagem escrita por Alfano no livro de condolências.   

O funeral também teve a presença do ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, que elogiou os esforços do ex-chanceler para sempre encontrar "pontos em comum". "Ele adorava ser alemão, mas tinha consciência de que os cânceres do século 20 nasceram de pessoas que pensavam que o domínio fosse melhor que a cooperação", declarou.   

Realizada no plenário do Parlamento, a cerimônia foi encerrada com a execução dos hinos alemão e europeu. O corpo de Kohl ainda passará por um funeral religioso na catedral de Speyer, na Alemanha, antes de ser sepultado.   

Figura histórica do partido conservador União Democrata-Cristã (CDU), Kohl foi chanceler por quatro mandatos consecutivos, entre 1982 e 1998, e o responsável pela ascensão de Merkel, que tentará a reeleição em 2017. (ANSA)
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