Copa das Confederações confirma força alemã e juiz de vídeo

SÃO PAULO, 03 JUL (ANSA) - Embora tenha tido repercussão menor que as edições anteriores, a Copa das Confederações de 2017, disputada na Rússia, serviu para duas coisas: comprovar a força da Alemanha e mostrar que o árbitro de vídeo veio para ficar.   


Já pensando na Copa do Mundo de 2018, quando defenderá seu título mundial, a seleção germânica levou uma espécie de "time B" para a Rússia e ainda assim conseguiu manter o padrão de jogo e o futebol eficiente que caracterizam a equipe de Joachim Löw.   


Sem seus principais pilares, como Neuer, Hummels, Khedira, Müller, Kroos e Özil, a Alemanha apostou na juventude de Draxler (23), eleito o melhor da Copa das Confederações, Goretzka (22) e Werner (21) para conquistar um título inédito.   


O curioso é que essa estratégia acabou desfalcando a seleção alemã no Campeonato Europeu Sub-21, cuja fase final permite jogadores com até 23 anos de idade. E mesmo assim os germânicos foram campeões do torneio de base na última sexta-feira (30).   


A campanha da Alemanha na Copa das Confederações teve quatro vitórias e um empate, além de 12 gols marcados e cinco sofridos.   


Do lado derrotado, o Chile, campeão das últimas duas edições de Copa América, mostrou que continua competitivo mesmo após a saída de Jorge Sampaoli - o único gol da final foi marcado em função de um erro individual de Marcelo Díaz.   


A grande decepção, ao menos para os torcedores locais, foi a Rússia, que venceu apenas a frágil Nova Zelândia e caiu ainda na fase de grupos, ficando atrás de Portugal e México. Em 2018, correrá o risco de se juntar à África do Sul no exclusivo rol de anfitriões eliminados na primeira fase da Copa do Mundo.   


Arbitragem - A maior novidade da Copa das Confederações foi a introdução do "árbitro auxiliar de vídeo" (VAR, na sigla em inglês), sistema que já havia sido testado no Mundial de Clubes do ano passado e que estará presente na Copa de 2018.   


O recurso serviu para evitar alguns erros da arbitragem, mas houve também decisões confusas e demora na resposta dos juízes, causando certo anticlímax nas comemorações. Contudo, de uma forma geral, o VAR foi avaliado de maneira positiva pela Fifa, que tem um ano para aperfeiçoá-lo.   


Por outro lado, a entidade e a Rússia podem comemorar o fato de o racismo e a violência, dois problemas crônicos do futebol no país, terem ficado longe das arquibancadas.   


Existe a possibilidade de essa ter sido a última edição de Copa das Confederações, já que a Copa do Mundo de 2022, no Catar, será no fim do ano, e os clubes europeus dificilmente aceitarão liberar jogadores por um mês em pleno meio de temporada em 2021.   


Depois disso, o Mundial terá 48 seleções e provavelmente mais de uma sede, fazendo a Copa das Confederações perder sua validade como evento-teste. (ANSA)
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