Em meio a crise, Maduro reajusta salário mínimo em 50%

CARACAS, 03 JUL (ANSA) - Em meio a uma crise política que já deixou mais de 80 mortos e a uma inflação galopante, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou um aumento de 50% no salário mínimo do setor público.   

O valor passou de 65 mil bolívares para 97 mil e se soma aos 153 mil de tíquetes de alimentação, benefício que também foi reajustado - a quantia anterior era de 135 mil. Com isso, o salário mínimo integral, incluindo os tíquetes, subiu de 200 mil para 250 mil bolívares, o que equivale a aproximadamente US$ 90, segundo a taxa de câmbio oficial mais elevada.   

Esse é o terceiro aumento do salário mínimo na Venezuela em 2017, embora tais medidas não consigam compensar os efeitos da inflação, que chega a 700% ao ano e é a mais alta do mundo.   

Segundo Maduro, a valorização beneficiará todos os trabalhadores do setor público, aposentados e pensionistas.   

O anúncio foi feito no último domingo (2), a menos de um mês das eleições para a Assembleia Nacional Constituinte convocadas pelo presidente, mas criticadas pela oposição. Desde o fim de março, a Venezuela vem sendo palco de manifestações diárias, reprimidas duramente pelas forças de segurança.   

Em mais de 90 dias de protestos, pelo menos 87 pessoas morreram.   

(ANSA)
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