Hamburgo recebe protestos às vésperas do G20

SÃO PAULO, 02 JUL (ANSA) - A presença de líderes mundiais controversos deve se tornar um prato cheio para manifestantes durante a próxima cúpula do G20, que acontecerá nos dias 7 e 8 de julho, em Hamburgo, a segunda maior cidade da Alemanha.   

Nomes como Donald Trump (Estados Unidos), Vladimir Putin (Rússia) e Recep Tayyip Erdogan (Turquia) devem ser os alvos preferidos dos protestos, que se aproveitarão da localização geográfica das reuniões para expor sua agenda.   

A cúpula acontecerá em um centro de congressos de uma zona densamente povoada do centro de Hamburgo e vizinha a um distrito conhecido por abrigar atos contra o establishment. A primeira manifestação ocorreu no último domingo (2) e já teve confrontos com a Polícia, mas a mobilização deve crescer ao longo dos próximos dias.   

Entre 7 e 8 de julho, as autoridades alemãs esperam a chegada de cerca de 50 mil pessoas para protestar contra as mudanças climáticas, o capitalismo e os conflitos pelo mundo. E não apenas nas ruas, mas também nos canais da portuária Hamburgo e no rio Elba.   

Organizações como Greenpeace e Oxfam pretendem usar o G20 para impulsionar uma "significativa mudança nas políticas mundiais" e, para isso, poderão se aproveitar das características urbanas de Hamburgo.   

De uma forma geral, cúpulas como essa costumam acontecer em cidades menores e afastadas, uma maneira de evitar grandes concentrações populares. Em 2001, por exemplo, a Itália decidiu escolher Gênova, um dos maiores municípios do país, para receber a reunião do G8, e o resultado foi caótico.   

A capital da Ligúria foi palco de violentos confrontos entre policiais e cerca de 200 mil manifestantes, os quais terminaram com uma pessoa morta e quase 100 feridas. Além disso, a Itália foi condenada pela Corte Europeia de Direitos Humanos por "torturar" pessoas detidas durante os protestos.   

"Muitos de meus colegas e eu achamos incompreensível que outra grande cidade tenha sido escolhida para um evento desse tipo após os terríveis eventos de Gênova. Por que Hamburgo se o G20 poderia ser feito, sei lá, na floresta da Baviera?", disse o agente Jan Reinicke, da Associação de Polícia Criminal, ao jornal "The Guardian".   

Além dos tradicionais protestos contra o capitalismo e em defesa do meio ambiente, Hamburgo deve ter atos antifascistas, feministas e de grupos curdos. Uma das manifestações, marcada para a próxima quinta-feira (6), foi batizada como "Bem-vindos ao inferno".   

"Nenhuma violência será tolerada durante o G20 de Hamburgo", ameaçou o ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maizière.   

Além do país anfitrião, o grupo reúne África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e União Europeia.   

Denunciado por corrupção passiva, o presidente Michel Temer deve ser o único líder ausente na cúpula de Hamburgo. (ANSA)
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