Italiano que matou brasileira em Bari pega 25 anos de prisão

BARI, 3 JUL (ANSA) - A Corte de Bari, na Itália, condenou a 25 anos de prisão o italiano Antonio Colamonico pelo assassinato da esteticista ítalo-brasileira Bruna Bovino, em crime cometido no dia 13 de dezembro de 2013 na cidade de Mola di Bari, no sul do país.   


Os dois tinham um relacionamento extraconjugal e o italiano cometeu o crime porque queria "encerrar" a relação. Além da condenação em regime fechado, Colamonico perdeu os "direitos parentais" sobre o filho do casal.   


O Tribunal ainda estabeleceu que o condenado pague um ressarcimento de danos para as partes civis do processo, sendo 250 mil euros para cada um dos dois filhos menores, 150 mil euros para a mãe e familiares das vítimas, 30 mil euros para duas associações antiviolência (ONG Giraffa e ONG Safiya) e 30 mil euros para a região da Púglia.   


A condenação é um pouco menor do que a solicitada pelo procurador-adjunto de Bari, Lino Giorgio Bruno, que havia pedido 28 anos de prisão para Colamonico.   


O corpo de Bovino foi encontrado semicarbonizado e rodeado por velas no centro estético onde ela tabalhava, mas a perícia constatou que a morte foi provocada por cerca de 20 golpes de tesoura no pescoço e por estrangulamento. Na época do crime, a brasileira tinha 29 anos.   


"Essa sentença não trará Bruna de volta, mas a justiça foi feita. Que a condenação aplicada contra o assassino seja um exemplo para todos os homens que fazem mal, todos os dias, às mulheres", comentou a mãe de Bovino, Lilian Baldo, após a sentença, em uma coletiva coordenada pelas duas ONGs que ajudaram no processo.   


Já a advogada Barbara Spinelli, que representou alguns familiares e a ONG Safyia na ação judicial, afirmou que "essa condenação motivará todas as mulheres vítimas de violência a denunciar, conscientes que a justiça está em grau de ver, julgar corretamente e reparar esses crimes".   


A representante da ONG Giraffa, Andreina Orlando, ressaltou que "o feminicídio é um drama que atinge a todos, das famílias às vítimas, associações e instituições". Ela ainda disse que a condenação desta segunda-feira é "um sinal importante do ressarcimento às associações antiviolência porque reconhece a provocação de um dano".   


Por sua vez, o advogado de Colamonico, Nicola Quaranta, informou que esperará a divulgação dos motivos da sentença, que na Itália são publicados semanas ou meses após uma condenação, para decidir se fará uma apelação do resultado.   


"É um processo diverso, no qual nós apresentamos à Corte uma reconstrução dos fatos diferente. Leremos as motivações da sentença e veremos quais são os pontos críticos para propor novamente a ação na Corte de Apelação", destacou Quaranta, que confirmou acreditar na inocência de seu cliente. (ANSA)
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