Parlamento Europeu debaterá crise migratória na Itália amanhã

BRUXELAS E PARIS, 3 JUL (ANSA) - O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, participará da reunião do Parlamento Europeu marcada para esta terça-feira (3), na qual serão discutidas soluções para aliviar a chegada de imigrantes ilegais à Itália.   

A participação de Juncker acontecerá horas antes do debate do colégio dos comissários, que apresentará um novo plano de medidas europeias para ajudar a Itália na gestão da atual crise migratória.   

Às vésperas do encontro, que ocorre em um momento que a Itália pressiona a União Europeia para dar mais apoio ao país já que há um agravamento na chegada no número de imigrantes, o comissário europeu para a Imigração, Dimitris Avramopoulos, deu uma entrevista ao jornal francês "Le Figaro" onde alerta para o problema italiano.   

"A nossa prioridade é trabalhar muito para reduzir o fluxo de imigrantes em direção à Itália e evitar tragédias no Mediterrâneo. Hoje, a Itália está em uma situação delicada e nós a ajudaremos - além daquilo que já fazemos politicamente, financeiramente e materialmente. Obtivemos resultados, mas precisamos redobrar os esforços para reduzir significativamente o fluxo", disse ao jornal.   

Segundo o comissário, em uma reunião de emergência realizada ontem (2), ficou decidido que o novo plano da UE para a crise migratória estará baseado em quatro pontos: "preparar um código de conduta para as ONGs; reforçar a capacidade da Líbia para controlar as fronteiras marítimas e terrestres; tornar mais eficaz a nossa política de retorno dos imigrantes irregulares; e acelerar a aplicação das realocações".   

Esses pontos serão debatidos também na reunião de ministros do Interior marcada para a quinta-feira (6) em Talin, na Estônia.   

Ainda na entrevista ao jornal francês, Avramopoulos destacou que a "França pode fazer mais" na gestão da crise migratória, mas voltou suas críticas aos países do chamado Visegraad, que rejeitam as políticas europeias da migração, especialmente, o realocamento dos deslocados.   

"A Hungria, a Polônia e a República Tcheca não aceitam, absolutamente, cooperar em matéria de realocação de imigrantes.   

Contra eles nós já lançamos um procedimento de infração, que pode chegar até a Corte de Justiça europeia. Não estou contente com isso, mas precisamos ser justos com os países que respeitam suas obrigações", acrescentou o comissário.   

A fala de Avramopoulos ocorre no mesmo dia em que fontes relataram à ANSA que os governos da França e da Espanha são contrários à ideia de que os desembarques de imigrantes que estão na rota do Mediterrâneo Central - entre Líbia e Itália - sejam feitos em portos de seus países. (ANSA)
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