Itália tem primeiros investigados por terremoto em Amatrice

ROMA, 18 JUL (ANSA) - Após quase um ano, cinco pessoas se tornaram as primeiras investigadas por conta do terremoto de magnitude 6.0 na escala Richter que devastou a cidade de Amatrice, no centro da Itália, em 24 de agosto do ano passado.   

Os suspeitos são funcionários da Província de Rieti, onde fica o município, da Prefeitura e da empreiteira responsável pela construção de casas populares que desabaram com o tremor de terra.   

A lista inclui Ottaviano Boni, diretor técnico da construtora Sogeap; Luigi Serafini, CEO da empresa; Franco Aleandri, presidente pro tempore do Instituto Autônomo para as Casas Populares da Província de Rieti; Maurizio Scacchi, topógrafo responsável por fiscalizar obras públicas; e Corrado Tilesi, ex-secretário municipal de Amatrice.   

As habitações haviam sido levantadas nos anos 1970, e suas quedas mataram 22 das 238 vítimas do sismo na cidade. Ao todo, o terremoto de 24 de agosto deixou 299 mortos, incluindo os falecimentos em Accumoli e Arquata del Tronto. Segundo o procurador da República em Rieti, Giuseppe Saieva, as casas foram "mal construídas". "Eles economizaram, um problema de custos e lucros. O fato de que se trate de obras feitas pelo Estado nos machuca" declarou Saieva à emissora pública "Rai".   

Já o também procurador Rocco Montuori disse que, do jeito que foram feitas, "as casas desabariam com qualquer terremoto". O inquérito aponta que todas as pilastras das residências eram "muito finas, com espessura de 20 centímetros e armaduras exíguas".   

Os cinco suspeitos responderão por desastre, lesões e homicídios culposos, quando não há a intenção de cometer o crime. O inquérito sobre o tremor de Amatrice foi aberto logo depois da tragédia, mas até agora não havia nenhuma pessoa inscrita na lista de investigados.   

Com apenas 2,6 mil habitantes, a cidade fica na região do Lazio, no centro da Itália, e foi a mais atingida pela série de terremotos iniciada em 24 de agosto. Passado quase um ano, a sequência sísmica continua ativa e já deixou 333 vítimas, além de ter provocado mais de 23 bilhões de euros em danos. (ANSA)
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