Itália relembra os 25 anos da morte de juiz antimáfia

ROMA, 19 JUL (ANSA) - Autoridades italianas relembraram nesta quarta-feira (19) os 25 anos do assassinato do juiz Paolo Borsellino que, ao lado de Giovanni Falcone, tornou-se um dos símbolos da luta contra os grupos mafiosos na Itália no início da década de 1990.   

"A trágica morte de Paolo Borsellino, junto a aqueles que o escoltavam com afeto, deve ainda ter uma palavra definitiva da justiça. Muitas foram as incertezas e os erros que acompanharam o caminho na busca pela verdade sobre o atentado em via D'Amelio e ainda há muitas interrogações no percurso para assegurar a justa condenação dos responsáveis", disse o presidente da Itália, Sergio Mattarella, em um evento de homenagem.   

O mandatário ainda lembrou que o juiz "combateu a máfia com a determinação de quem sabe que a máfia não é um mal inevitável, mas uma fenômeno criminoso que pode ser derrotado". "Sabia bem que para atingir esse objetivo não é suficiente a repressão penal, mas é indispensável difundir, particularmente entre os jovens, a cultura da legalidade", destacou ainda Mattarella, que também teve um irmão assassinado por grupos mafioso.   

Apesar de alguns mafiosos terem pego prisão perpétua pela ação, há ainda muita contradição sobre o como o atentado foi feito e o caso ainda é analisado pela Justiça.   

O presidente do Conselho Superior dos Magistrados, Giovanni Legnini, ressaltou que a entidade luta para descobrir os mandantes e o que de fato ocorreu no assassinato de Borsellino e ressaltou que "vamos apoiar com força um insuprimível pedido de justiço".   

Já a presidente da Câmara dos Deputados da Itália, Laura Boldrini, também falou no evento e disse que "a recordação viva e profunda" da figura de Borsellino deve sempre nos acompanhar "no compromisso das instituições, da sociedade civil e dos cidadãos individualmente a luta contra o crime organizado".   

- O atentado: Borsellino e Falcone eram os juízes que faziam uma série de investigações contra a máfia siciliana "Cosa Nostra" e ambos foram mortos em dois atentados feitos por mafiosos.   

No dia 19 de julho de 1992, em Palermo, um Fiat 126 repleto de explosivos foi detonado em frente à casa da mãe de Borsellino, no exato momento em que ele chegava à residência com uma escolta de cinco policiais.   

Agostino Catalano, Emanuela Loi, Vincenzo Li Muli, Walter Eddie Cosina e Claudio Traina também morreram na explosão. (ANSA)
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