Cadáver achado na Itália pode não ser de brasileira

SÃO PAULO, 24 JUL (ANSA) - Por Lucas Rizzi - O corpo de uma mulher encontrado no início de julho em Lignano Sabbiadoro, na província de Údine, nordeste da Itália, pode não pertencer à brasileira Simone Scheuer Sousa, funcionária da MSC Cruzeiros desaparecida de um navio há mais de um mês, de acordo com análises conduzidas pelas autoridades italianas.   

Contatado pela ANSA, o procurador da República em Brindisi Raffaele Casto disse nesta segunda-feira (24) que, por causa de suas "condições", o cadáver é "pouco compatível" com o de uma mulher que sumira apenas "pouco mais de 10 dias antes".   

Sousa, faxineira do navio MSC Musica, tem 35 anos e foi vista pela última vez na manhã de 18 de junho. Como ela fazia o turno noturno, seu desaparecimento só foi notado à 0h53 do dia seguinte, uma segunda-feira. Naquele momento, o cruzeiro navegava entre Veneza, no nordeste italiano, e Brindisi, no sudeste.   

O corpo em questão foi achado em 2 de julho, na foz do rio Tagliamento, na costa de Lignano Sabbiadoro, em avançado estado de decomposição. A cidade fica 66 km a leste de Veneza.   

"Ele já parecia, logo após ter sido encontrado, pouco compatível com o da mulher desaparecida pouco mais de 10 dias antes, já que, como notara a imprensa, estava danificado pela longa permanência no mar", diz um comunicado da Procuradoria em Brindisi, que conduz a investigação.   

"Portanto, essa Procuradoria não ofereceu nenhuma notícia, nem mesmo em termos hipotéticos, para sustentar uma eventual solução do caso. É de todo infundada a informação segundo a qual seria 'provável' a 'identificação do corpo' encontrado nas águas de Lignano Sabbiadoro como 'sendo da marinheira brasileira'", acrescenta a nota, que também é assinada por Casto.   

Em entrevista à ANSA, o pai da brasileira, Manoel Sousa, disse nesta segunda que ainda não foi informado oficialmente sobre mais esse desenrolar do inquérito. "Está tudo muito confuso", declarou ele, que está na residência da família em São Paulo, enquanto seu outro filho acompanha a investigação na Itália. Já a MSC Cruzeiros não se pronunciou.   

A Procuradoria da República em Brindisi abriu um inquérito por homicídio doloso, porém ainda não identificou nenhum suspeito, além de não descartar outras hipóteses, como afastamento voluntário do navio, homicídio culposo ou suicídio.   

A brasileira trabalhava na limpeza do transatlântico e tivera desentendimentos com seu ex-namorado e um superior poucos dias antes do desaparecimento. Na semana de seu sumiço, o pai de Sousa disse à ANSA que não tinha conhecimento de nenhuma ameaça contra sua filha. (ANSA)
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