Após batalha judicial, morre bebê britânico Charlie Gard

ROMA, 28 JUL (ANSA) - O bebê britânico Charlie Gard, que sofria de uma doença rara e incurável, morreu nesta sexta-feira (28), segundo informou o jornal "Daily Mail". De acordo com a publicação, os anúncio foi realizado pelos pais do menino de 11 meses, Connie Yates e Chris Gard. "Nosso lindo menino se foi", disse.   

Na quarta-feira (26), o juiz britânico Nicholas Francis determinou que o casal teria 24 horas para entrar em um acordo sobre a morte da criança. Como a decisão não foi tomado, foi ordenada a transferência do bebê para um clínica de cuidados paliativos, onde as máquinas que o mantêm vivo seriam desligadas.   

Charlie sofria de miopatia mitocondrial, doença rara e incurável que provoca perda progressiva da força muscular. O caso do bebê causou repercussão mundial após a Alta Corte concordar com o pedido dos médicos de desligar os aparelhos da criança, então com 10 meses. A decisão foi ratificada pela Corte Europeia dos Direitos Humanos.   

Os pais do bebê lutaram contra uma longa batalha judicial para levar a criança para realizar um tratamento experimental nos Estados Unidos. A situação chegou a comover os parlamentares norte-americanos e até mesmo o Vaticano, que através do hospital católico Bambino Gesù, tentaram alternativas para transferir o bebê, mas sem sucesso. A família da criança conseguiu arrecadar mais de 1 milhão de libras para pagar o tratamento, mas quando a Justiça aceitou permitir a visita de uma equipe médica internacional para avaliar seu estado de saúde, já era tarde demais para qualquer tentativa.   

Apesar disso, os pais de Charlie pretendiam levá-lo para passar seus últimos momentos de vida em casa. Devido à impossibilidade de realizar esse desejo, eles ainda tentaram, sem sucesso, garantir assistência para seu filho quando ele fosse transferido. Dessa forma, poderiam passar alguns dias a mais ao lado da criança.   

Mas segundo o hospital Great Ormond Street, onde o menino estava internado, a solução proposta seria "pouco praticável", além de agravar o sofrimento do bebê. (ANSA)
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