Itália aprova missão naval na Líbia contra tráfico de pessoas

ROMA, 28 JUL (ANSA) - O Conselho de Ministros da Itália aprovou nesta sexta-feira (28) uma missão para dar apoio à Guarda Costeira da Líbia no combate aos traficantes de pessoas. A medida fará com que navios italianos naveguem na costa marítima do país africano.   

"Aquilo que nós aprovamos não é mais, nem menos do que o governo líbio pediu", informou o primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni.   

Segundo o premier, a missão italiana é um "passo adiante na contribuição italiana para a capacidade das autoridades líbias de conduzir a sua iniciativa contra os traficantes e de reforçar o controle de fronteiras e do território".   

Ainda em uma nota divulgada ao fim da reunião ministerial, Gentiloni informou que a missão pode dar uma contribuição "muito relevante" não apenas "no combate aos traficantes de pessoas, mas também para governar os fluxos migratórios".   

Agora, o projeto precisa ser aprovado pelo Parlamento em uma votação agendada para a próxima terça-feira (1º).   

No entanto, apesar do anúncio de Gentiloni referir-se a um pedido do governo líbio, ontem (27), o premier Fayez al-Sarraj deu um "passo atrás" nos pedidos, dizendo que não solicitou navios italianos no mar, apenas apoio técnico.   

A decisão também ocorre um dia após o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciar que quer criar um centro de análise de pedidos de refúgio no país africano, desencadeando uma série de críticas na Itália.   

Ex-colônia italiana, a Líbia recebe uma atenção especial do governo de Roma há anos, em um "cuidado" que aumentou por conta do grave conflito civil que foi iniciado em 2011 e pela crise migratória.   

São dos portos líbios que partem os navios com imigrantes ilegais que chegam aos milhares à Itália.   

- A nova missão: Os detalhes do projeto não foram anunciados, mas fontes informaram à ANSA que um almirante a bordo de um navio Fremm, uma das mais sofisticadas embarcações da Marinha italiana, o comando da nova missão.   

Estima-se que 700 militares em quatro a cinco navios participem da operação - que deve contar com drones e submarinos também. As questões mais delicadas, como quem os militares responderão em alto mar, estão ainda sendo debatidas.   

O dinheiro para operação virá daquele destinado à "Mare Sicuro" ("Mar Seguro"), iniciada em março de 2015, com a missão de vigiar e dar segurança marítima. Essa missão atua em uma área de cerca de 160 mil quilômetros quadrados, no Mediterrâneo Central, a principal rota migratória usada para chegar às ilhas italianas. (ANSA)
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