Moro torna Lula réu em caso de sítio em Atibaia

SÃO PAULO, 01 AGO (ANSA) - O juiz federal Sérgio Moro aceitou nesta terça-feira (1º) uma denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso referente a um sítio em Atibaia (SP) e o tornou réu na Justiça pela sexta vez.   


O líder petista havia sido denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) em 22 de maio de 2017, e os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato o acusam de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.   


Segundo o MPF, Lula teria "estruturado" o esquema de desvios na Petrobras e recebido propina na forma de obras em seu benefício em um sitio em Atibaia, no interior de São Paulo.   


Outras 12 pessoas foram denunciadas, incluindo Marcelo Odebrecht, ex-presidente do grupo homônimo; seu pai, Emílio Odebrecht; o ex-mandatário da OAS Léo Pinheiro; e o proprietário do imóvel que é citado na ação, Fernando Bittar.   


De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, a Odebrecht pagou cerca de R$ 128 milhões em propinas em quatro contratos com a Petrobras, enquanto a OAS teria desembolsado R$ 27 milhões em subornos referentes a três contratos com a estatal.   


Boa parte dessas quantias teria sido repassada a partidos que faziam parte do governo Lula, principalmente PT, PP e PMDB. Além disso, R$ 870 mil teriam sido usados para reformar o sítio em Atibaia e adequá-lo às necessidades do ex-presidente. As melhorias teriam sido bancadas pelas empresas Odebrecht, OAS e Schahin.   


"Os elementos probatórios juntados pelo MPF e também colacionados pela Polícia Federal permitem, em cognição sumária, conclusão de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comportava-se como proprietário do sítio de Atibaia", diz o despacho de Moro.   


Lula já é réu em outros cinco processos, incluindo aquele relativo ao triplex no Guarujá (SP), no qual foi condenado pelo mesmo juiz a nove anos e meio de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.   


O ex-presidente também responde por obstrução de Justiça ao supostamente ter tentado comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e por corrupção passiva, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa nas obras da Odebrecht financiadas pelo Bndes em Angola.   


Além disso, é acusado de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa na compra de 36 caças da fabricante sueca Saab pelo governo e na prorrogação de medidas provisórias que davam incentivos fiscais a montadoras; e de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um processo sobre a compra de um terreno para seu instituto em São Paulo e de um apartamento vizinho ao imóvel onde ele reside, em São Bernardo do Campo (SP). (ANSA)
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