União Europeia estuda sanções contra a Venezuela

BRUXELAS E NOVA YORK, 2 AGO (ANSA) - No dia em que os 545 representantes eleitos para a Assembleia Constituinte da Venezuela devem tomar posse, a União Europeia estuda possíveis sanções econômicas contra o governo de Nicolás Maduro.   

Em Bruxelas, a Comissão Europeia está consultando os Estados-membros do bloco nesta quarta-feira (02) para avaliar "uma resposta apropriada e coordenada" às violações de direitos humanos no país sul-americano.   

Em nota, a entidade informou que "todas as medidas possíveis" estão sendo debatidas. Ontem (1), o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, pediu ao líder da Comissão, Jean-Claude Juncker, e para o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, para congelar os bens de Maduro e dos membros mais altos de seu governo.   

Quem também voltou a fazer pressão conta o presidente venezuelano foram os Estados Unidos. Em nota, o presidente Donald Trump informou que seu governo "condena as ações da ditadura de Maduro" e pede a libertação dos prisioneiros Leopoldo López e Antonio Ledezma.   

Os opositores foram levados novamente à cadeia por agentes do presidente nesta terça-feira (1). Segundo Trump, o líder venezuelano "é pessoalmente responsável pela saúde e pela segurança de López, Ledezma e de outros presos políticos".   

Já o secretário de Estado, Rex Tillerson, ameaçou interferir politicamente no país e remover Maduro do cargo. "Estamos avaliando todas as nossas opções políticas para criar uma mudança de condições, na qual Maduro decide que não tem futuro e que deverá sair por sua vontade. Ou nós poderemos tomar os procedimentos governativos para a sua constituição", disse Tillerson.   

No entanto, apesar das ameaças que isolaram a Venezuela mundialmente, o vice-presidente do país, Tareck El Aissami, informou em um pronunciamento televisivo que a Assembleia Constituinte será instalada ainda hoje.   

"Em poucas horas, mediante Deus, será instalada a Assembleia e tomará a direção política e de governo deste processo revolucionário", informou El Aissami.   

A convocação da Constituinte acirrou ainda mais a crise venezuelana porque a oposição acusa Maduro de querer se perpetuar no poder. Além disso, com a posse dos eleitos - que incluem o filho e a esposa do presidente -, ele tira o poder da atual Assembleia Nacional, que é dominada pela oposição e que foi eleita no fim de 2015 pela população. (ANSA)
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