Maduro atrasa instalação de nova Assembleia Constituinte

CARACAS, 3 AGO (ANSA) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, postergou para esta sexta-feira (4) a instalação da Assembleia Constituinte após as diversas acusações de que a votação dos 545 novos representantes foi fraudada. A programação inicial era de que os novos eleitos assumissem o cargo nesta quarta-feira (2).   

"Foi proposto que a instalação da Constituinte seja organizada bem, em paz e em tranquilidade", anunciou o mandatário nesta quarta. De acordo com a nova programação, a posse deve ocorrer às 11h (hora local) devido "as ameaças" que alguns eleitos receberam.   

Maduro ainda afirmou que as acusações de fraude, feitas pelo líder da empresa Smartmatic, Antonio Mugica, são improcedentes e que são uma tentativa internacional de "manchar o processo".   

O presidente ressaltou que tomará "medidas" - sem especificar quais - contra todos os países que se manifestaram contrários à eleição e que informaram que não reconhecerão o pleito - entre eles, estão os Estados Unidos, Brasil, Colômbia e ainda a União Europeia.   

Ele ainda insistiu que a Constituinte servirá para "construir a paz" e que atuará para "eliminar as imunidades parlamentares que geram impunidade". Atualmente, a Assembleia Nacional - que foi eleita em 2015 - é dominada pela oposição e Maduro retirou os poderes da entidade.   

Mesmo assim, os líderes opositores informaram que mantém o protesto que farão nesta quinta-feira em Caracas, em que acusam o presidente de fraudar os resultados eleitorais. Desde o dia 1º de abril, a Venezuela registra manifestações diárias contra o governo que já resultaram na morte de mais de 125 pessoas.   

- China reconhece Constituinte: Na contramão das maiores potências do mundo, a China anunciou que reconhece o resultado da Assembleia Constituinte de Maduro e informou que ela foi realizada "corretamente, no geral".   

"A China segue sempre o princípio de não intervenção nos assuntos internos de outros países e defendemos que haja igualdade e respeito entre as nações. A eleição na Venezuela ocorreu, no geral, de forma estável e notamos as posições de cada uma das partes", informou em nota o Ministério de Assuntos Estrangeiros. (ANSA) --
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