Salvatore Garau expõe em SP e quer atrair crianças carentes

SÃO PAULO, 07 AGO (ANSA) - Por Lucas Rizzi - A cidade de São Paulo recebe até o próximo dia 10 de setembro uma exposição do italiano Salvatore Garau, um dos principais nomes da arte contemporânea do país europeu.   


Chamada "Salvatore Garau - 1993/2013 Telas", a mostra reúne no Teatro Sérgio Cardoso, no bairro da Bela Vista, oito trabalhos realizados pelo artista em um período de 20 anos. "Quando escolho as obras para uma nova exposição, é como preparar uma única obra em si", diz Garau em entrevista à ANSA.   


Segundo ele, as telas selecionadas fazem uma síntese de sua produção entre 1993 e 2013, com um "denominador comum": todas elas são de grandes dimensões. "Se parte de algumas obras precedentes onde reinavam apenas o branco e o preto, rigorosas, até as mais recentes, onde explode a cor, sobretudo o vermelho púrpura", acrescenta.   


A mostra passou recentemente por Brasília, mas é a primeira vez que Garau expõe em São Paulo, tida como a cidade "mais italiana" do mundo por causa das ondas migratórias dos séculos 19 e 20.   


"São Paulo é uma cidade estimulante sob todos os pontos de vista e que te coloca em uma aventura cotidiana. De qualquer maneira, sinto que cedo ou tarde viverei em São Paulo, ainda que por um breve período", declara.   


Ele diz que conhece pouco da capital paulista, mas ressalta que a metrópole está "toda em sua imaginação". Defensor da ideia de que a linguagem de uma obra de arte deva "falar a todos de maneira igual", independentemente do nível socioeconômico de um país, Garau tem o desejo de fazer seu trabalho ser conhecido pelas crianças que vivem nas favelas de São Paulo.   


"Gostaria de fazer um dia de abertura especial para 200 ou 300 crianças que vivem nas favelas. Algo difícil, mas não impossível. Talvez oferecer a elas uma refeição com a desculpa da arte. Ainda que elas tenham outros problemas, seria um dia de férias perto de imagens incomuns para elas, em um lugar onde não entrariam nunca", explica.   


Além de pintor, Garau é baterista, mas ultimamente tem se dedicado mais às artes plásticas do que à música, até pela falta de tempo para os shows. Porém a paixão pelas baquetas continua intacta, e a excitação quando sobe ao palco é semelhante a quando espalha suas cores por uma tela em branco.   


"A pintura e a música têm dois modos distintos de comunicar: a pintura nasce da solidão de meu estúdio, enquanto a música nasce no palco, com outros músicos, os técnicos e o público. Duas abordagens totalmente diferentes", afirma o artista italiano, acrescentando que prefere se comunicar através dos quadros.   


"A pintura diz respeito a minha vida em 360 graus, toda a responsabilidade, para o bem e para o mal, está sobre meus ombros. Você fica nu", ressalta. A exposição de Garau em São Paulo está em cartaz desde 21 de julho, com apoio do Instituto Italiano de Cultura, e a entrada é gratuita.   


Serviço - Exposição Salvatore Garau 1993/2003, Telas Visitação: de segunda a domingo, das 10h às 18h Local: Teatro Sérgio Cardoso - Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista, São Paulo Entrada franca (ANSA)
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